Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

30 anos depois

Recebi essa preciosidade da amiga Lisete, colega dos tempos de Sévigné, antigo ginásio. 

Quando mudei de Porto Alegre para Brasilia, mantivemos uma intensa correspondência...escrita! Eram cartas e mais cartas, muito desenhadas, muito coloridas, muito cheias de expectativas. Um panorama vivo de nossas histórias. E essa em especial me fala de um momento muito especial, o de logo depois da formatura.
Segundo ela, não mudei em essência. E tendo a concordar. Tenho um lado muito meu que é otimista acima de tudo, uma coisa meio Pollyana que sempre acredita em um futuro bacana. E mais que nele, na verdade, acredita no trilhar o caminho para ele. 
Algumas constatações. 

Primeira: Estou vivendo esse momento de recordação porque haviam cartas escritas. Falei AQUI sobre isso. E havia quem as guardasse (eu faço isso). Toda informação escrita, impressa, revelada, enfim gravada em um meio palpável é muito mais durável que qualquer meio moderno que muda quando menos se espera. Quem tem fotos em slides, arquivos em disquetes, fitas em VHS, música em cassetes sabe bem do que falo. E nem adianta colocar em nuvem, quando menos se espera elas some. PUFT Nuvens!   

Segunda: Todo arquiteto/a daquela época tinha uma letra extremamente parecida. Fruto dos exaustivos exercícios a mão, escritas de projetos a mão, graficação a mão. A mão era nosso instrumento basico. E não para digitar ou usar o mouse, mas para desenhar, rabiscar, usar canetinhas em nanquim. Usar a mão é um exercício muito importante para o cérebro. Lembro de ter lido alguma pesquisa sobre isso logo que os CADs começaram a ser usados na faculdade. Haviam professores que insistiam no uso da mão baseados nessa premissa. E alguns talvez por não dominarem aquelas técnicas de computação tão novas na época...

Terceiro: Essa guria recém formada e cheia de gás ainda mora dentro de mim, de alguma forma. É bom reencontra-la nesse momento. É hora, como era na época, de reconsiderar as prioridades...e me colocar em primeiro lugar.  


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