Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Cortina verde na fachada

Essa casa super simpática me lembrou de imediato duas referências:

Uma, os edificios em Atenas que ficavam perto do meu hotel. Todos tinham imensas floreiras que fazia com que ficassem tão simpáticos!

Mas olhando com mais foco, me veio a segunda referência. Na verdade as fachadas da frente e fundos são como segundas peles, floreiras que criam um micro clima super agradável no interior do prédio. Justo como a casa do colega Oscar Muller. Eu juro que tenho fotos no computador, mas não consegui acha-las para colocar aqui. A dele é uma casa de vila e, na parte dos fundos, tem uma cortina de metal onde as plantas, em geral trepadeiras, se mesclam e criam um efeito super interessante.




Não achei mais referências sobre esse projeto no site e não sei o autor do projeto e nem como é feita a manutenção das floreiras. Em algumas se tem alcance por dentro da casa, em outras me pareceu um pouco complicado, mas o conceito é super bom.


PS: O Elcio no comentário abaixo deixou o link com maiores referência do projeto que está localizado na cidade de Ho Chi Minh, projeto de Vo Trong Nghia 

Veja AQUI maiores informações sobre o projeto e vale a pena!

Stacking Green localizada em Ho Chi Minh city, Vietnam
Arquitetos: Vo Trong Nghia + Daisuke Sanuki + Shunri Nishizawa
Área: 250m2
Fotos Hiroyuki Oki.

Valeu Elcio!

Comentários

  1. Tem mais informações e fotos sobre este projeto neste post da Dezeen: http://www.dezeen.com/2012/07/09/stacking-green-by-vo-trong-nghia/

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  2. Caríssima!

    Sempre lembrando de mim, obrigado! Sinto-me honrado em oferecer referência justamente para a arquiteta mais antenada que conheço!

    Apresso-me em subir duas imagens feitas agora dos fundos aqui de casa, onde montei a pele viva. Informo que a massa verde mais forte se deve a um jasmineiro, no primeiro andar há mais um pequeno jardim por dentro da pele, com plantas variadas e uma kincam, e no segundo, apenas uma jaboticabeira em um vaso de 70cm.

    O jasmineiro é na verdade o maior responsável pela cobertura da pele, venho direcionando seus galhos de forma a garantir a insolação que me interessa, ao mesmo tempo oferecendo a sombra necessária para conviver com esta fachada oeste.

    Como todas as casas de arquitetos que conheço, a minha permanece em constante construção, e o projeto, mutante, cedeu o local onde previ uma horta para o jasmineiro, mas "construir" com plantas é uma delícia, vício até, tem tudo a ver com o "modus operanti" da morada eternamente interminada do projetista.

    Semanalmente puxo um galhinho aqui, faço uma poda acolá, e a natureza cuida do restante, com graça, e de graça!

    Abração,

    Oscar

    http://dl.dropbox.com/u/18898657/V%C3%A1rios/fundos%201.JPG
    http://dl.dropbox.com/u/18898657/V%C3%A1rios/fundos%202.JPG

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