Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Cortina verde na fachada

Essa casa super simpática me lembrou de imediato duas referências:

Uma, os edificios em Atenas que ficavam perto do meu hotel. Todos tinham imensas floreiras que fazia com que ficassem tão simpáticos!

Mas olhando com mais foco, me veio a segunda referência. Na verdade as fachadas da frente e fundos são como segundas peles, floreiras que criam um micro clima super agradável no interior do prédio. Justo como a casa do colega Oscar Muller. Eu juro que tenho fotos no computador, mas não consegui acha-las para colocar aqui. A dele é uma casa de vila e, na parte dos fundos, tem uma cortina de metal onde as plantas, em geral trepadeiras, se mesclam e criam um efeito super interessante.




Não achei mais referências sobre esse projeto no site e não sei o autor do projeto e nem como é feita a manutenção das floreiras. Em algumas se tem alcance por dentro da casa, em outras me pareceu um pouco complicado, mas o conceito é super bom.


PS: O Elcio no comentário abaixo deixou o link com maiores referência do projeto que está localizado na cidade de Ho Chi Minh, projeto de Vo Trong Nghia 

Veja AQUI maiores informações sobre o projeto e vale a pena!

Stacking Green localizada em Ho Chi Minh city, Vietnam
Arquitetos: Vo Trong Nghia + Daisuke Sanuki + Shunri Nishizawa
Área: 250m2
Fotos Hiroyuki Oki.

Valeu Elcio!

Comentários

  1. Tem mais informações e fotos sobre este projeto neste post da Dezeen: http://www.dezeen.com/2012/07/09/stacking-green-by-vo-trong-nghia/

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  2. Caríssima!

    Sempre lembrando de mim, obrigado! Sinto-me honrado em oferecer referência justamente para a arquiteta mais antenada que conheço!

    Apresso-me em subir duas imagens feitas agora dos fundos aqui de casa, onde montei a pele viva. Informo que a massa verde mais forte se deve a um jasmineiro, no primeiro andar há mais um pequeno jardim por dentro da pele, com plantas variadas e uma kincam, e no segundo, apenas uma jaboticabeira em um vaso de 70cm.

    O jasmineiro é na verdade o maior responsável pela cobertura da pele, venho direcionando seus galhos de forma a garantir a insolação que me interessa, ao mesmo tempo oferecendo a sombra necessária para conviver com esta fachada oeste.

    Como todas as casas de arquitetos que conheço, a minha permanece em constante construção, e o projeto, mutante, cedeu o local onde previ uma horta para o jasmineiro, mas "construir" com plantas é uma delícia, vício até, tem tudo a ver com o "modus operanti" da morada eternamente interminada do projetista.

    Semanalmente puxo um galhinho aqui, faço uma poda acolá, e a natureza cuida do restante, com graça, e de graça!

    Abração,

    Oscar

    http://dl.dropbox.com/u/18898657/V%C3%A1rios/fundos%201.JPG
    http://dl.dropbox.com/u/18898657/V%C3%A1rios/fundos%202.JPG

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