Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Biblioteca de Babel fica na Holanda

Eu, como boa leitora concordei quando vi a chamada da matéria: nesse lugar eu poderia morrer. Me lembro de um conto de Borges, a Biblioteca de Babel.

Essa biblioteca pública, projeto da MRVDV, situada em Spijkenissse, na Holanda,me lembrou essa descrita por Borges. Muito bem que não seja exatamente como ele descreveu, mas essa transparência e a imagem de uma montanha de livros me fascinou.



 Alguns aspectos práticos devem pecar, como a convivência dos livros com a luz, que não é lá muito recomendável. Quer saber mais sobre o projeto veja AQUI
Com cerca de 10.000 m² se pretende que seja um exemplo de eficiência energética. Além dos livros, ela ainda abriga auditório, salas de exposição, salas comerciais e de exposições.

A forma lembra um silo do local. Os livros revestem as salas internas, e as pessoas percorrem a torre como se fosse realmente uma montanha de conhecimento. Uma maneira interessante de despertar o gosto da leitura em uma região de poucos leitores.

O clima é controlado como se fosse em uma estufa, e a ventilação natural e um sistema de armazenamento subterrâneo de calor fornecem condições confortáveis ​​durante todo o ano.  




Penso que em toda a biblioteca há espíritos. Esses são os espíritos dos mortos que só despertam quando o leitor os busca. Assim, o ato estético não corresponde a um livro. Um livro é um cubo de papel, uma coisa entre coisas. O ato estético ocorre muito poucas vezes, e cada vez em situações inteiramente diferentes e sempre de modo preciso. (...) Detenhamo-nos nesta ideia: onde está a fé do leitor? Porque, para ler um livro, devemos acreditar nele? Se não acreditamos no livro, não acreditamos no prazer da leitura. (...) Acompanhamos a ficção como acontece, de alguma maneira, no sonho. 

Jorge Luís Borges, in "Camões



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