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Mostrando postagens com o rótulo centro cultural

Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Casa na arvore premiada em Museu de Israel

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Um museu. Por excelência um local de tradição e resgate. Uma de suas principais funções : o resgate da história e o chamado para que as pessoas dele se apropriem. Nada melhor do que oferecer uma atrativa atração logo na entrada. É o que vemos neste projeto que recebeu o  Prêmio Rechter para Jovens Arquitetos 2016 e o Israel Design Award 2016. Uma bela e super bem detalhada Casa na Árvore localizada no pátio de entrada da Ala da Juventude para a Educação Artística no Museu de Israel em Jerusalém.  Aproveitando um pinheiro existente como eixo central, foi construída ao seu redor uma estrutura com forma que às casas da infância. As formas de acesso são rampas e escadas. Sua estrutura une um esqueleto em aço revestido por placas finas de madeira, cobertas por uma superfície emborrachada. O resultado final é uma deliciosa e criativa reunião de formas e escaladas que remetem à topografia da natureza.   Fotos de Amit...

Armazém de tijolos com cobertura em vidro em centro musical

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  Uma sala de concertos em Hamburgo revitaliza um antigo armazém dos anos 60 feito em tijolos com a colocação de uma impactante cobertura em vidro. É o  Elbphilharmonie , com projeto de reforma de  Herzog & de Meuron .   A união entre a rusticidade de um elemento, o tijolo cru, com a nova tecnologia que coloca os 1.100 elementos de vidro, curvados com uma desconcertante diversidade que faz com que reflitam a paisagem ora de um jeito, ora de outro, faz desse projeto um marco na paisagem da cidade.  Internamente o vidro também é usado com a forma arredondada para marcar a circulação e permitir a vista da cidade e do porto.  A acústica da enorme de concertos, com 2.100 lugares, em forma circular, foi estudada e projetada co m Yasuhisa Toyota. Foi usado um sistema de " 10.000 painéis de gesso moídos com grande precisão milimétrica, para dividir o som corretamente, com a ajuda de um refletor sob o teto ." ( Fonte ) Obs: Sobre acústic...

Destruir o edificio, destrói a memória? Neruda e Luiz Carlos Prestes

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Uma das funções da Arquitetura é ser símbolo e memória. Seja em forma individual, uma casa ou mais coletiva, um memorial. Falo isso por duas coisas que li essa semana. Uma o livro de Matilde Urrutia, Minha Vida com Pablo Neruda onde ela relata como suas casas foram destruídas durante o golpe militar de 1973 no Chile. Outra a notícia dessa semana em que um protesto falava em demolir o memorial de Luiz Carlos Prestes em Porto Alegre. O crime dos dois? Serem comunistas na visão dos oponentes. Nem vou entrar no mérito de quem tem razão, ou de que o comunismo, quando regime vigente em muitos países também cometeu o mesmo tipo de barbárie. Vou falar exatamente do ato simbólico de destruir o que não aceitamos. Destruir um edifício, uma estátua, um tempo, mudar o nome de uma rua ou monumento apaga o que houve? Não. Destruir nunca apaga a memória de ideias e atos que marcam a história.  Nem as poesias de Neruda morreram com as suas casas (que depois foram restauradas) nem a proeza da ma...

Museu usa energia da terra para conforto interno

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Esse projeto de museu me lembrou um outro projeto de um observatório de pássaros  sobre o qual escrevi um tempo atrás aqui no blog. Foi o que me levou em um primeiro momento a dedicar uma atençao maior a ele. Mas observando o projeto com mais detalhes fui me apaixonando, não apenas pela forma. Me agrada esse volume que se eleva sobre a estrada. Me agrada um balanço desse tamanho todo que é ao mesmo tempo forte e leve. Essa ambiguidade entre forma e estrutura me encanta na arquitetura. Mas esse museu é mais que isso. Bem mais. O museu Liaunig, em Neuhaus, Áustria, que reúne uma vasta coleçao de arte contemporânea e objetos africanos, de um coleciobador particular foi projetada pelo escritório vienense Querkraft  pensando sobretudo na eficiência energética.  E como ele faz isso? Usando uma bomba de calor geotérmica que usa a temperatura do solo para gerar conforto interno. O partido leva em conta o terreno e implanta o prédio de maneira que ele pare...

Museu de Ljubljana - ampliação e renovação

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Esse projeto bem interessante venceu um concurso para renovação e ampliação do Palácio Auersperg, localizado na cidade histórica de Ljubljana. Acrescentar um prédio à uma construção histórica e pré existente é um desafio enorme. Além do respeito à história e significado do local, há que adequar o novo programa que nem sempre é compatível com a necessidade da preservação. Nesse caso a edificação estava em condições precárias, até em virtude de seu uso ao longo dos anos. O novo programa pedia um museu da cidade e exposição dos achados arqueológicos.     A conexão entre o antigo e o moderno foi feita por meio de várias espirais que simbolizam a união do caminhante com as diferentes etapas do edifício.  Fonte http://www.ofis-a.si Projeto  OFIS Arquitetos

Concurso de Arquitetura revitaliza área estudantil

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No Brasil não desenvolvemos um salutar hábito existente em outros locais do mundo. Realizar concursos de Arquitetura. Os concursos são muito saudáveis porque revitalizam a linguagem, dão chance para novos talentos e enriquecem a paisagem urbana com prédios de valor. Em teoria. Mas mesmo não sendo ideiais, porque nada o é, ainda são uma maneira de exercitar e trazer a tona a critividade. Vejam esse prédio em Cracóvia, na Polônia. É resultado de concurso de Arquitetura que definiu esse projeto, vencido pelo Estudio polonês Ingarden & Arquitetos EWY. É o Jardim Malopolska de Artes de Cracóvia, na Polônia. Dois prédios antigos foram unidos, o Juliusz Slowacki Teatro e a Biblioteca Malopolska Voivodeship . Uma bela construção se encaixa como uma forma orgânica junto aos prédios antigos de uma rua popular entre os estudantes e moradores locais, e promove a sua inclusão no contexto urbano da cidade.  Um belissimo centro cultural, onde uma biblioteca multimidia convive co...

UNILIVRE projeto de Domingos Bongestabs

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Foto Lanfer Arquitetura Projetar uma universidade é um desafio. Uma Universidade Livre do Meio Ambiente - Unilivre - é um desafio ainda maior. Um lugar para conservar e aprender sobre o meio ambiente e ecologia. Foto Lanfer Arquitetura Foto Lanfer Arquitetura E tendo como pano de fundo um belo bosque onde havia uma pedreira. Esses dias uma estudante me perguntou se eu já havia projetado um centro cultural e falou que ela tinha como exercício projetar um em uma pedreira.  Pois imaginem o desafio. Mas como todo bom desafio, ele encerra em si várias possibilidades. Que o Arquiteto Domingos Bongestabs resolveu com uma bela construção em madeira ( troncos de eucalipto (vigas e pilares) e  embuia, cambará, cedro e vidro.) Vejam abaixo suas palavras para uma turma que se formava em Minas e sintam um pouco mais de suas ideias do que seja Arquitetura. O arquiteto se constrói como um pássaro que aprende a voar dispondo apenas de seus próprios me...