Pular para o conteúdo principal

Concurso de Arquitetura revitaliza área estudantil

No Brasil não desenvolvemos um salutar hábito existente em outros locais do mundo. Realizar concursos de Arquitetura. Os concursos são muito saudáveis porque revitalizam a linguagem, dão chance para novos talentos e enriquecem a paisagem urbana com prédios de valor. Em teoria. Mas mesmo não sendo ideiais, porque nada o é, ainda são uma maneira de exercitar e trazer a tona a critividade.

Vejam esse prédio em Cracóvia, na Polônia. É resultado de concurso de Arquitetura que definiu esse projeto, vencido pelo Estudio polonês Ingarden & Arquitetos EWY.

É o Jardim Malopolska de Artes de Cracóvia, na Polônia. Dois prédios antigos foram unidos, o Juliusz Slowacki Teatro e a Biblioteca Malopolska Voivodeship.



Uma bela construção se encaixa como uma forma orgânica junto aos prédios antigos de uma rua popular entre os estudantes e moradores locais, e promove a sua inclusão no contexto urbano da cidade. 


Um belissimo centro cultural, onde uma biblioteca multimidia convive com o teatro e um salão multifuncional de eventos. Recursos modernissimos garantem que a sala possa abrigar os mais variados tipos de evento como espetáculos, concertos, exposições, exibições de filmes, simpósios, conferências, leilões de arte, desfiles de moda, entre outros eventos possíveis. 

____________________________________________________________________

Já imaginaram quantas soluções fantásticas poderíamos gerar por essas terras brasilis ? Esse investimento em projetos, além de revitalizar áreas da cidade, ainda atraí turistas e enriquece o repertório cultural das cidades.



Ficha Técnica do Małopolska Garden of Arts

Arquitetos - Ingarden & Ewý Architects

Área útil: 4.330,76 m²

Concurso: 2005 / Projeto: 2005-2008 / Construção: 2010-2012

Fonte 1 Fonte 2 Fonte 3

Fotos: Krzysztof Ingarden

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Slim Fit, uma micro casa que tem muito espaço

  Uma micro casa vertical de 50m², vencedora do Design Awards 2018 na cateHabitat, chamada de SLIM FIT House pela arquiteta portuguesa radicada na Holanda, Ana Rocha , é uma proposta de moradia permanente para pessoas que moram sós nas grandes cidades. Segundo o site da arquiteta, a micro-residência, que ocupa menos que duas vagas de estacionamento, tem como conceito ser projetada " para o grupo crescente de solteiros que preferem a localização ao invés do tamanho, e que desejam viver de forma compacta, mas confortável, durável, cheia de identidade e, acima de tudo, centralmente em contextos urbanos." A casa vertical joga bem com a equação sensação de espaço e economia de metragem. Setoriza área de alimentação, refeições e despensa no térreo. Uma escada, sutilmente mesclada a um armário estante faz a ligação aos outros andares. No segundo, um estar e dormitório e banheiro no terceiro.     Fotos: Christiane Wirth Nos siga também nas redes sociais Twitter   Flipboard   Faceboo

Redes sociais, o aprendizado e as interações perdidas e achadas

Sim que a vida digital trouxe uma série de vantagens em nossas vidas. Posso ser jurássica e em muitos casos, ainda analógica, mas amo uma interação social e profissional virtual. Um dos grandes locais onde conheci vários amigos super queridos, profissionais, que tanto me acrescentaram, foi o grupo de Arquitetura do Yahoo. Lembro até hoje quando li em uma revista de arquitetura sobre ele, me inscrevi e lá estava eu no meio de debates de todas as matizes e locais. Por isso senti profundamente quando os grupos daquela plataforma foram extintos.  Leia também  Nuvem passageira Por sorte, também sou acumuladora em redes virtuais . Meu espaço de email guarda uma série de debates desde 2005. Às vezes volto a eles e constato o quanto tem de assuntos relevantes, inclusive para os dias atuais. Fazendo uma breve reflexão tendo a pensar que, nesses 15 anos de interação virtual e convivência em redes, perdemos muito em profundidade de debates, embora tenhamos crescido em possibilidades. Lógico que f

Transformando um problema em solução - impressão 3D

Uma cabana feita com impressão 3D usando concreto e uma madeira que era imprestável, porque destruída por um inseto invasor, é o projeto realizado pelos professores de arquitetura, Leslie Lok e Sasa Zivkovic, da Cornell University. O Emerald Ash Borer é um besouro que ataca bilhões de freixos em todos os Estados Unidos e as inutiliza para o uso comercial. fazendo com que as árvores infestadas sejam queimadas ou simplesmente largadas como refugo. Foi pensando neste problema que os pesquisadores da HANNAH chegaram a essa solução de aproveitamento da madeira para construção. Para tanto construíram uma plataforma robótica para processar essa madeira que seria descartada. Como isso foi feito? Usando um braço robótico que antes construía carros e foi adaptado para dar forma à madeira, aliado a um sistema de impressão 3D que usa uma quantidade mínima necessária de concreto. O resultado? Fotos: HANNAH / Andy Chen / Reuben Chen Nos siga também nas redes sociais Twitter   Flipboard   Facebook  

Arquitetando o nosso dia e relembrando Niemeyer

  Arquitetura é uma voragem que seduz quem nela mergulha em seus mistérios e criações. Mais que uma profissão, para muitos, é mergulho em algo tão diferente que poderia se chamar de paixão. Talvez pensamentos de gente que cresceu em outras eras, onde a poesia ainda se misturava ao afazer arquitetônico. Não importa, sejamos mais comerciantes ou mais poetas, o arquitetar espaços para as pessoas e sociedades é um exercício particular muito bonito. E enriquecedor. E falar de arquitetura no Brasil em citar Oscar Niemeyer é meio impossível. Seja para falar a favor ou contra. O dia de seu aniversário fica marcado como o dia do Arquiteto e Urbanista .  Da estudante de 17 anos que andava pelos corredores do minhocão, como eram chamados os prédios curvos da UnB à arquiteta que ora vos escreve, em plena pandemia, muitas transformações.   Eu era daquelas que traçavam tratados contra o arquiteto famoso que era ,para mim, mais escultor que arquiteto. Tinha a empáfia dos mais jovens enquanto vivia mo