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Arte Nova - voltando ?

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 Um estilo pelo qual tenho um especial agrado é a Art Nouveau. Ela me agrada pela sua sinuosidade, pela aparente desarmonia, pela quebra do comum.

Imagino que deva ter sido uma revolução quando foi lançada, nos fins do século 19 e inicio do 20. Um estilo de vida, uma concepção que ia da arte aplicada à Arquitetura, cheia de motivos florais, cisnes e figuras lânguidas e ao mesmo tempo etéreas e sensuais.

Não é a toa que está voltando ao nosso mundo. Voltando não é bem o termo que uso para um estilo que perdura, é um clássico. E a Arte Nova é sempre um quê de renovação, de ousadia.    

E apesar de marcante, ela nunca me parece repetitiva. Tenho um grande senão para coisas datadas e com cara de todo mundo. Sabe as tendências que viram linguagem comum, que todo projeto tem ? Pois é. Tem a década do azulejo preto, a da pastilha, do tijolo de vidro, das mesmas formas. Gosto daquilo que foge disso. E a Art Nouveau me passa isso.


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Sou particularmente apaixonada por suas portas. Elas são ricas, são diferentes. Parece que levam para um ambiente com conteúdo. 

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 Outra característica que acho fascinante é o requinte pelos detalhes. Tudo é coerente num ambiente de arte nova. Ela não é definitivamente um adorno, é um conceito. Integral. 
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E aqui pertinho de casa tem um exemplo magnifico em Arquitetura. A Casa Godoy. Tombada e hoje abrigando setores da Secretária Municipal de Cultura. Um banho de beleza na já combalida Av. Independência de Porto Alegre.

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