Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Arte Nova - voltando ?

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 Um estilo pelo qual tenho um especial agrado é a Art Nouveau. Ela me agrada pela sua sinuosidade, pela aparente desarmonia, pela quebra do comum.

Imagino que deva ter sido uma revolução quando foi lançada, nos fins do século 19 e inicio do 20. Um estilo de vida, uma concepção que ia da arte aplicada à Arquitetura, cheia de motivos florais, cisnes e figuras lânguidas e ao mesmo tempo etéreas e sensuais.

Não é a toa que está voltando ao nosso mundo. Voltando não é bem o termo que uso para um estilo que perdura, é um clássico. E a Arte Nova é sempre um quê de renovação, de ousadia.    

E apesar de marcante, ela nunca me parece repetitiva. Tenho um grande senão para coisas datadas e com cara de todo mundo. Sabe as tendências que viram linguagem comum, que todo projeto tem ? Pois é. Tem a década do azulejo preto, a da pastilha, do tijolo de vidro, das mesmas formas. Gosto daquilo que foge disso. E a Art Nouveau me passa isso.


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Sou particularmente apaixonada por suas portas. Elas são ricas, são diferentes. Parece que levam para um ambiente com conteúdo. 

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 Outra característica que acho fascinante é o requinte pelos detalhes. Tudo é coerente num ambiente de arte nova. Ela não é definitivamente um adorno, é um conceito. Integral. 
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E aqui pertinho de casa tem um exemplo magnifico em Arquitetura. A Casa Godoy. Tombada e hoje abrigando setores da Secretária Municipal de Cultura. Um banho de beleza na já combalida Av. Independência de Porto Alegre.

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