Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Inspiração para espaços


Achei esse blog BlooddoChampagne com uma coleção de fotos muito instigantes. Em geral com objetos antigos e/ou reaproveitados. Me lembra muito aquela coisa da sustentabilidade afetiva que já falei por aqui antes. 

Tem uma mistura de garimpo com casa da vó da gente. Tem cheiro de coisa da infância e cara de aconchego.

Separei algumas fotos, independente da sua funcionalidade, que me encantaram os olhos. Um exemplo é a luminária acima. Eu gostei. Esteticamente. Mas acho que seria super trabalhosa de manter limpa e meio over em iluminação sobre a mesa até porque tem MUITA lampada ali. Por alto contei umas 27! Usar lampadas de 100W nem pensar! Mas que dá um efeito cênico bonito, isso dá.

Vai dizer que esse ambiente só encanta a mim ? Não é aconchegante com a sua mistura de texturas de madeiras e com o vermelho do sofá harmoniosamente mesclado ao espaço quase neutro. Esse quase é que dá todo o charme.
E falando em cor...Esse balcão de cozinha reaproveita peças e nem por isso tem um ar de coisa antiga. Ficou super cool com as cores ! E o rodapé está uma graça. E é prática com suas prateleiras abertas e utensílios bem a mão para a pessoa que vai cozinhar.
 Gostei demais desse escritório, onde a escada, mais que um elemento de passagem é parte integrante do mobiliário. Limpo, organizado, mas ao mesmo tempo não engessado.


E essa cabeceira feita de pequenas tiras de fotos ? Mais simples impossível e por isso mesmo genial. Mostra que pequenos toques bem pensados podem substituir grandes verbas e que todos podem ter seu canto cheio de magia e criatividade.

Fotos

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