A cidade que não te vê: quando o espaço urbano envelhece mais rápido do que aprende
Há uma cena que se repete em muitas de nossas cidades com uma regularidade que incomoda. Uma pessoa idosa para na esquina, olha para os dois lados, e espera. E muitas vezes o sinal já abriu. Ela espera porque sabe, por experiência acumulada no corpo, que o tempo de travessia não foi feito para o seu passo. Ela aprendeu a calcular antes de sair de casa. Calcular nas calçadas. E calcular mais uma vez, nas esquinas, enquanto os carros aguardam com uma impaciência que não se disfarça. As engrenagens e buzinas que o digam. Essa cena dura talvez trinta segundos. Ela não costuma aparecer em nenhum relatório de mobilidade urbana. E é justamente por isso que precisamos falar. A hostilidade que afasta Existe um tipo de arquitetura hostil que já se fala bastante: o banco com divisória no meio para impedir que alguém deite, o piso pontiagudo embaixo do viaduto, a cerca elétrica que delimita o que é de quem. São dispositivos que dizem, sem ambiguidade, você não pode ficar aqui...


Adorei viajar nesta sua "experiência sensorial"! Sou arquiteta e adoro este tipo de arquitetura, que eu chamo de acolhedora e aconchegante! Você se sente acolhido em um espaço assim, feito com materiais naturais e adoçado com uma iluminação gentil! Um abraço!
ResponderExcluirEu também Cláudia ! E fico encantada quando as pessoas conseguem materializar seus sonhos e ousam ! É o caso dessa senhora que colocou essa livraria onde pareceria impossível, mas ela foi e fez ! Adoro isso. Prazer em te conhecer, volte sempre. Abraços
ResponderExcluirQue linda Elenara! Adorei!!! Um beijo!
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