Pular para o conteúdo principal

Biblioteca de gente- Cultura que liberta

Estou acompanhando a Rio +20 de longe, e na medida do possível. A Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, feita na mesma cidade onde ocorreu a primeira, a ECO 92 e vinte anos depois. Naquela época o impacto da reunião e presença de inúmeros chefes de estado para um debate e tomada de posição foi muito impactante para mim e para toda uma geração que começava a despertar para a urgente necessidade de algo a ser feito em prol de uma mudança nos rumos de desenvolvimento da sociedade.

Passados 20 anos, embora muitas das intenções da Agenda 21 não tenham sido ainda tão implementadas como gostaríamos, a consciência de que desenvolvimento e sustentabilidade não são incompatíveis, ao contrário, é cada vez mais sólida nas pessoas.
O na medida do possível ao acompanhar o que acontece na Rio+20 é que acontece MUITA coisa. E muito do que acontece pode ser visto online. A tecnologia veio nos ajudar, e muito, nessas duas décadas. Estive acompanhando algumas conferências e debates sobre cidades sustentáveis e democracia. E dá para perceber que muitas bandeiras foram apropriadas pelo poder econômico para em nome de uma economia verde continuar auferindo lucros sem mudar realmente o modus operandi. Fala-se muito na participação de rua, da pressão dos indivíduos como uma forma de mudança que não será imediata, mas que pode ser evolutiva.   

Mas dos espaços que vi (via TV) - e gostei- foi o Espaço Humanidade 2012. Foi criada uma mega estrutura (com altura equivalente a um prédio de seis andares) em uma área no Forte de Copacabana. É uma espaço concebido para ressaltar o papel do Brasil na discussão e implementação do Desenvolvimento Sustentável e usa materiais reciclados na sua construção e li aqui que todos os materiais utilizados serão reaproveitados ao final do evento. Esse espaço foi erigido por um pool empresarial, mas não vem aqui ao caso, vou me referir ao que gostei nele.

Ali vão acontecer vários eventos, mas dentre os espaços existentes há um que me sensibilizou demais. Uma Biblioteca com sete mil livros selecionados por personalidades brasileiras (ao final do evento esses livros serão doados para uma biblioteca de comunidade).

"Esta não é apenas uma biblioteca de livros, mas uma biblioteca de gente. A cultura liberta" Bia Lessa - idealizadora


Além da oferta e visão dos livros a disposição das pessoas, ao peça existe um pêndulo fora de eixo. Para ressaltar a importância das pessoas agirem em conjunto, cem pessoas devem apertar, ao mesmo tempo, um botão a sua frente. E para coroar a sua ação comunitária, o prumo se ajeita e pássaros de origami invadem a sala. Absolutamente lindo e simbólico. Veja no vídeo abaixo a inauguração da Biblioteca da Humanidade. Tomara que esse gesto conjunto ajude a sensibilizar algum líder politico, empresarial, comunitário além das pessoas de boa vontade.

Enfim, não quero passar aqui um pessimismo quanto aos resultados da conferência. Quero crer que, assim como os materiais usados na construção do Humanidade 2012, tudo o que for falado e visto será também reaproveitado em prol de uma ação global. 





Fonte

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

10 ideias para adiantar o Natal

Quando tinha uns dez anos (faz tempo...) fiz um trabalho escolar de arte e propaganda. Minha ideia foi um Papai Noel adiantado, que vinha pela metade do ano para aproveitar um xis produto que não lembro qual era. Meu pai, como todo pai babão, super me elogiou e nunca esqueci por isso. Nem lembro a nota que tirei na escola. Naquela época, década de 60, o Natal começava em dezembro. Meados de dezembro. Quando eu iria imaginar que estava sendo profética e que talvez, daqui uns tempos, o Natal nem passe. Emende com outras festas. Agora já convive o tal de ralouin que é em outubro.



Natal me lembra luz. Um paradoxo entre verão, calor e imagens de muita neve e comidas quentes. Me lembra canela, bolachinhas alemãs que minha mãe fazia e que eu podia cortar as massinhas e ajudar a confeitar. Árvore sendo montada e presépio

Separei dez ideias que achei bem bacanas de enfeites e árvores que podem ser montadas de forma simples e bem criativa.


1- Do blog da Renata Tomagnini achei estas charmosas dob…

Ideias de como usar nichos para decorar seus espaços

Aproveitando nichos para decorar sua casa ou seu escritório. 

Veja algumas ideias interessantes de como fazer desde pequenos detalhes que enfeitam até aproveitamento de vãos que guardam objetos e auxiliam na organização.

Simplicidade:A elegância mora nos detalhes e na síntese. Um rasgo bem usado, sem maiores excessos, apenas salientado pelo uso de cor e pequeno detalhe em madeira. Atentem para a iluminação nas laterais e em como o rodapé acompanha o rasgo.

Como utilizar cortinas na decoração

Hoje temos postagem de convidados. O Cesar Fernandes da Tibério Construtora
vai nos falar sobre como utilizar cortinas na decoração.


Cortinas são fundamentais para diversos ambientes do seu lar. Além de transmitir uma sensação de amplitude ajudam a controlar a entrada de luz. E ainda dão um up no visual de qualquer ambiente. A decoração com cortinas pode parecer óbvia, mas é uma das formas mais práticas de renovar um ambiente.
Tamanho Para causar uma sensação de amplitude invista nas cortinas que começam pelo menos 15 cm antes da borda da janela e vão até o chão. Na verdade o tamanho vai depender muito do ambiente. Há casos em que pode-se usar todo o vão da parede. A altura que ela fica do piso da sua casa pode ser de sua escolha mas como o objetivo é dar um ar de maior extensão para a parede, recomenda-se que fique junto ao piso. Leve em conta que há tecidos que podem encolher em lavagens. As vezes é melhor fazer um pouco maiores para que não fiquem pequenas na manutenção. 
CoresNão exis…

Robôs no lugar de operários na construção civil. Não é futuro

Ao ler uma reportagem sobre os canteiros de obras sem operários e sobre as inovações na execução na construção civil, não posso deixar de lembrar da célebre foto de Charles C. Ebbets de 1932. Operários comendo tranquilamente sobre uma viga no 69º andar das obras do GE Building, em Nova York. Montagem (o que parece não ser) ou verdade, a imagem nos dá calafrios ao imaginar construções sem o mínimo aparato de segurança. 

Pensar que, menos de cem anos depois desta foto, estaremos debatendo não apenas construções mais gigantescas que as do início do século XX, mas a utilização de aparatos de robotização em projetos e execução que saem cada vez mais do campo da ficção para a realidade.

Contar com drones nos canteiros de obras, conectados à tablets ou smartphones, não apenas facilita como agiliza os serviços que antes contavam apenas com trabalho humano braçal. E muitas vezes com a sorte já que se localizam em locais mais inacessíveis ao olhar.
Segundo o artigo citado no primeiro parágrafo, &q…