Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Maquetes, quem não enlouqueceu fazendo uma ?

Todo estudante de Arquitetura passou por situações estressantes durante o curso. Uma delas: as maquetes de estudo da Forma. Conta uma lenda da Faculdade de Arquitetura da UFRGS que um aluno vinha com a sua, feita de palitos de fósforos, que lhe custara algumas noites em claro, e ao atravessar a rua, ela caiu e foi parar em frente a um ônibus...e que esse bravo rapaz não teve dúvidas, se jogou também e salvou a maquete....Folclore ? Sei não, quem passou noites em claro, acho que também não duvida. Eu vi uma cena insólita numa noite de sexta feira na biblioteca da UFRGS, nos anos 80. Uma aluna, em meio a uma pilha de papeis manteiga (a gente não tinha computador, nem notes...tudo era feito a mão), teve um ataque histérico. Começou a gritar, amassou os projetos, jogou longe ! Silêncio no recinto. Ninguém falava nada. Poucos respiravam...Após desabafar, ela ficou mais calma, foi até a pilha de papéis amassados, desamassou um por um e voltou a trabalhar...
 Voltando às maquetes. A gente tinha uma noção básica de como fazer e o resto era pesquisa. E pelo jeito continua sendo como vi nesse blog daqui. E por isso me encantei ao ver essas esculturas feitas em palitos. A maquete real é um valioso instrumento de trabalho. Naquela época mais ainda. Não haviam as maquetes virtuais, para se visualizar um projeto e suas implicações era vital fazer esses modelos em escala menor que ajudam o projetista a ver tudo o que projetou e se for o caso, retificar muita coisa, ou solucionar problemas práticos com mais presteza.
 Mas a maquete é um trabalho de paciência. E tem o seu custo. Difícil de embutir em um projeto normal. Uma pena porque para o próprio cliente é um instrumento para ver seu projeto e evitar surpresas ao estar a obra pronta.


Fontes das fotos Sovaco de sapo e Toothpickcity

Comentários

  1. oi Elenara
    Nunca fiz maquetes, mas acho que numa situa;áo como essa tb me jogaria na frente do onibus! eheheheh Tem horas que fazemos coisas sem pestanejar... depois nos damos conta do perigo que corremos, mas dai... já passou! hehehehe
    beijos!
    Saudade de vc :)

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  2. Pois é, Claudia, a gente faz loucuras por projetos ! Que bom te ver por aqui ! Beijos

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