A cidade também envelhece. E a casa, às vezes, envelhece antes de nós

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Como arquiteta, tenho uma certa implicância com a ideia de que minha profissão seja apontada como algo que começa, e as vezes termina, essencialmente na estética. Talvez porque, depois de tantos anos de prática, trabalhando com espaços internos e externos, e as pessoas que ali vivem e circulam, tenha ficado cada vez mais evidente para mim que uma porta, uma escada, uma calçada ou uma janela podem interferir muito mais na vida de alguém do que aquilo que aparece nas fotografias dos projetos. Quando falamos de envelhecimento, isso fica ainda mais evidente. A realidade nos mostra que o Brasil está envelhecendo rapidamente. Aquela pirâmide etária que aprendemos a desenhar nos livros de geografia já não representa o país que temos. E ainda estamos tentando entender o que isso significa para as nossas casas, para as nossas cidades e para o sistema de saúde. Eu costumo pensar que há uma pergunta simples por trás de tudo isso: onde queremos envelhecer? A resposta da maioria das p...

Maquetes, quem não enlouqueceu fazendo uma ?

Todo estudante de Arquitetura passou por situações estressantes durante o curso. Uma delas: as maquetes de estudo da Forma. Conta uma lenda da Faculdade de Arquitetura da UFRGS que um aluno vinha com a sua, feita de palitos de fósforos, que lhe custara algumas noites em claro, e ao atravessar a rua, ela caiu e foi parar em frente a um ônibus...e que esse bravo rapaz não teve dúvidas, se jogou também e salvou a maquete....Folclore ? Sei não, quem passou noites em claro, acho que também não duvida. Eu vi uma cena insólita numa noite de sexta feira na biblioteca da UFRGS, nos anos 80. Uma aluna, em meio a uma pilha de papeis manteiga (a gente não tinha computador, nem notes...tudo era feito a mão), teve um ataque histérico. Começou a gritar, amassou os projetos, jogou longe ! Silêncio no recinto. Ninguém falava nada. Poucos respiravam...Após desabafar, ela ficou mais calma, foi até a pilha de papéis amassados, desamassou um por um e voltou a trabalhar...
 Voltando às maquetes. A gente tinha uma noção básica de como fazer e o resto era pesquisa. E pelo jeito continua sendo como vi nesse blog daqui. E por isso me encantei ao ver essas esculturas feitas em palitos. A maquete real é um valioso instrumento de trabalho. Naquela época mais ainda. Não haviam as maquetes virtuais, para se visualizar um projeto e suas implicações era vital fazer esses modelos em escala menor que ajudam o projetista a ver tudo o que projetou e se for o caso, retificar muita coisa, ou solucionar problemas práticos com mais presteza.
 Mas a maquete é um trabalho de paciência. E tem o seu custo. Difícil de embutir em um projeto normal. Uma pena porque para o próprio cliente é um instrumento para ver seu projeto e evitar surpresas ao estar a obra pronta.


Fontes das fotos Sovaco de sapo e Toothpickcity

Comentários

  1. oi Elenara
    Nunca fiz maquetes, mas acho que numa situa;áo como essa tb me jogaria na frente do onibus! eheheheh Tem horas que fazemos coisas sem pestanejar... depois nos damos conta do perigo que corremos, mas dai... já passou! hehehehe
    beijos!
    Saudade de vc :)

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  2. Pois é, Claudia, a gente faz loucuras por projetos ! Que bom te ver por aqui ! Beijos

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