Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Dica de livro - Atado de ervas

Estava procurando um livro para dar de presente para meu pai que fez aniversário por esses dias e quando já tinha comprado um sobre a vida de Santos Dumont, passei na farmácia (!) e achei esse livro em oferta. O nome me chamou a atenção e fui ler sobre o que era ....

ATADO DE ERVASAna Mariano

O livro compõe um grande mosaico da vida campeira, do galpão de estância à sala de jantar, tendo como pano de fundo episódios reais que marcaram o Rio Grande do Sul e o Brasil em meados do século XX. Figuras históricas como Getúlio Vargas e João Goulart – tratados como estancieiros amigos da família – surgem nas notícias de rádio, sinalizando tempos de profundas mudanças no campo e na cidade.
Em uma prosa rica, que impressiona pela beleza das imagens que cria, Ana Mariano escolhe palavras precisas para tecer uma trama envolvente, em que as vidas de muitos se somam para contar uma mesma história: como se vivia e morria em uma estância de um passado não tão distante,em que os modos de vida e o espírito daquela época também são protagonistas.
E como todo livro estabelece comigo uma relação de parceria, ele me capta ou não, não resisti ao impulso e comprei. Nada sabia da autora, mas algo me assoprou que devia ser bom. E era !
Um romance que vai permeando a vida familiar e campeira com acontecimentos históricos, mas de maneira poética e que, retratando a aldeia, se torna universal porque fala das paixões, das fraquezas, das força e sonhos/esperanças dos personagens. Em alguns me senti retratada, em muitos me senti solidária. Leitura ágil, quase poética (não sem motivo, o primeiro livro da autora foi de poemas). Em algo me lembrou Luis Antonio de Assis Brasil, mas sem ser cópia, é referência.
Acabei a leitura essa madrugada. Todo bom livro é assim, te captura até a última palavra. E deixa saudades.   

Comentários

  1. Grande sugestão, obrigado!

    Oscar

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  2. Livro muito bom, antes de acabar de ler o livro eu já estava com saudades.
    Concondo que o estilo lembra outro escritores gauchos.

    Natalia

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