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O Plano dos bebês brancos - atitudes sustentáveis


E antes que vocês achem esse nome politicamente incorreto, ele vem de uma movimento de jovens holandeses na década de 60, os Provos, que acreditavam na ação comunitária e libertária como uma maneira de mexer e mudar o statos quo. O nome pelo que vi na internet, veio em contraponto às galinhas azuis (maneira como eram conhecidos os policiais holandeses). Eles começaram espalhando galinhas brancas. E depois vieram outras ações "brancas". Uma delas se espalhou pelo mundo, não bem como eles imaginavam, mas hoje se vem bicicletas à disposição de muitas pessoas mediantes uma pequena taxa ou inscrição. O que eles imaginavam era um pouco (bem) diferente nos planos brancos. Veja AQUI


Enfim, o Rafael Renehr é um médico, super gente fina, que acredita em ações concretas e comunitárias para sensibilizar e transformar o mundo. E com o nascimento do Conrado, seu segundo filho, ele está propondo as ações abaixo, que achei fantásticas e quis compartilhar com vocês porque:


_ Estamos comemorando o Natal. Que é : O nascimento de uma criança. E se a gente fizer essa comemoração com algumas das ações propostas pelo Rafael ? O que acham ? E adoraria se contassem aqui, nos seus blogs, por e-mail o que vocês fizeram para que esse nascimento fosse um hino ao crescimento de todos nós. 




O Plano dos Bebês Brancos (uma homenagem ao nascimento do Conrado)

Levando em conta que o nascimento de um bebê quase sempre é uma festa (mas sempre é um evento digno de nota), que mexe com a vida da família, amigos e muitas vezes vizinhos, pensamos em aproveitar este momento para mobilizar essa pequena multidão em direção a algo proveitoso para o bem de todos.

Cada vez que um bebê nascer, e como prova de que este bebê é bem-vindo e que a comunidade em torno dele está preparada para recebê-lo, nutri-lo e ajudá-lo a desenvolver de forma sustentável, os pais, a família, os vizinhos e amigos devem formar uma equipe que deverá, no menor tempo possível, concluir as seguintes tarefas:

1. Plantar uma árvore e dar a ela o nome do recém-nascido

2. Escrever uma canção em homenagem ao bebê ou então, pelo menos, cantar uma canção para o bebê, em alto e bom som - esta vai ser, por alguns anos, "a música do bebê"

3. Fazer a doação de uma ou mais horas de trabalho comunitário - por pessoa - para ajudar o bairro ou localidade a se desenvolver de forma equânime e sustentável - o trabalho pode ser algo como manutenção de uma praça ou parque, ensinar algo em uma escola do bairro, de forma voluntária, ajudar a preparar uma festa comunitária ou ainda bolar uma iniciativa do tipo “cachorro-quente nas tardinhas de sexta”, na pracinha do bairro, para as crianças que estão por lá brincando - cada pessoa que espontaneamente fizer algo nas próximas semanas e dedicar ao bebê, deve comunicar aos pais para que estes possam registrar o ato e, um dia, comunicar ao bebê o que foi feito na comunidade em homenagem à sua chegada

4. Pelo menos 5 pessoas ligadas ao bebê precisam sair do conforto e da inércia e se dedicar a aprender algo novo. Isso pode ser algo como fotografar, cozinhar ou até mesmo - porque não - aprender a trocar fraldas ou dar banho em bebês. Estas pessoas deverão então escrever uma cartinha ao bebê, contando como foi a experiência de ter aprendido algo novo. O bebê guardará as cartinhas para ler quando for maior. Elas serão a prova de que o ser humano sempre pode aprender mais, bastando para isso um bom estímulo


Toda vez que esse ritual se repetir, a cada novo nascimento, estaremos cantando em coro a convivialidade e o pedaço em nós que nos faz humanos. 

Este "plano" é open-source, pode ser replicado por qualquer família ou grupo de amigos, foi inspirado no coletivo PROVO, de Amsterdam e foi preparado especialmente para o encontro do grupo Amadores de Palavras, em homenagem ao meu filho recém-nascido, Conrado.

Quem é Rafael Reinehr - autor dessas palavras aí de cima

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