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Livros e o seu local na nossa casa

Acervo pessoal de Elenara Stein Leitão

Respondendo à pergunta da Samantha Shiraishi sobre onde ficam os livros em minha casa ???? Sempre ao alcance da mão. Na foto acima vocês podem me ver aos três anos de idade em frente à (fascinante) biblioteca da família. Essa ficava em uma estante Reeps, desenhada pelo próprio Sr. Gherard Reeps, que também projetou nossa casa e os móveis que dela faziam parte em Lajeado, inclusive o meu berço, que passou de bebê a bebê na nossa família, de tão bom que era. Essa estante estava até o ano passado na casa de uma tia quando então foi doada. 
Voltando aos livros...eles sempre fizeram parte de nossa história e nossas casas. Sempre havia um espaço para a biblioteca e hoje ela se encontra em meu quarto (a maior parte). Sempre me lembro de alguém lendo, haviam rodas de leituras onde se discutia sobre livros. E uma coisa marcante era que eles estavam sempre ao alcance das mãos ávidas da criança que queria aprender. Esse costume passa de geração em geração e as filhas de minhas sobrinhas continuam com esse salutar hábito. Essa foto ao lado eu acho fantástica. Livia, a menorzinha chorou porque não sabia ler e não podia imitar sua prima mais velha, Natália. Foi quando eu expliquei que um dia ela ia aprender a ler, que a Nati também tinha passado por isso e ela toda feliz o que fez ? Pegou um livro e foi já saborear um futuro onde aquelas letras fariam todo o sentido. 



Por isso um dos espaços que mais gosto de projetar são os locais onde os livros vão ficar. Sejam fechados, para ficarem mais protegidos, sejam abertos como no caso de um escritório de professores, eles sempre fazem parte de minhas propostas.
Talvez por isso que não conceba uma casa sem eles....
E na sua casa ? Onde eles ficam ?

Comentários

  1. Elenara:

    Essa paixão está no DNA de sua família.
    Logo que vi a menininha no Google+ sabia que era você.
    Eu adorei a Lívia querendo imitar a irmã.

    Aqui em casa, os livros estão no escritório, na sala, no meu quarto
    sempre visíveis em estantes.

    Um Lindo Dia!

    beijinhos

    ResponderExcluir
  2. Vem sim ! Eu sei que tu pensa como eu, uma casa sem livros é uma casa sem alma...
    Beijos

    ResponderExcluir
  3. Veja que curioso:

    Na casa dos meus avós, onde passei muito tempo na minha infância, também havia uma estante parecida. Diferia da do Reeps por ser branca, mas também tinha 3 prateleiras baixas, que circundavam duas das paredes na sala de estar.

    O descortinar daqueles livros, bem na altura dos olhos, tão certinhos e organizados em grupos com a mesma cor e tamanho, talvez seja uma das mais antigas memórias que guardei.

    Havia em um canto alguns exemplares com os quais me permitiam brincar, e antes de ler, eu os usava como blocos de brinquedo, empilhando e espalhando...

    Imagino que tenha sido um passo natural, ir da fascinação pelo colorido das capas duras, à curiosidade pelo conteúdo, naquele então absolutamente mágico e incompreensível.

    Minha avó contava que eu quedava horas calado entre os volumes, e minha mãe que não soube como aprendi a ler, mas o fato é que certo dia se surpreendeu, quando comecei a fazer perguntas sobre dizeres de cartazes e placas que via na rua.

    Sempre lembrava da primeira ocasião, dizendo que quase provocou um acidente quando perguntei de dentro do fusca, apontando para um posto Esso: "Mãe, o que quer dizer 3 sso?"

    Esperta, comprou uma coleção do Monteiro Lobato, e uma do Júlio Verne, que foram acomodadas na tal estante, ao lado de outra do Malba Tahan. Foram meus 3 primeiros autores, e desta época só guardo lembrança do que senti quando terminei o segundo volume dos "Douze Trabalhos de Hércules": um misto de orgulho por ter dado cabo de tarefa tão longa, e tristeza por ter acabado a coleção...

    Percebo agora, a partir do seu relato, que estas estantes baixas funcionaram como armadilhas (do bem), por expôr na altura dos nossos olhos aquela infinidade de volumes alinhados!

    Não havia me dado conta da relação entre o precoce gosto que adquiri pela leitura, e o desenho da estante, mas agora aposto nesta relação, e daqui para frente vou tentar incorporar estantes assim nos meus projetos residenciais, sempre que possível.

    Talvez poucas sejam utilizadas para acomodar livros ou discos, pois não falta muito para um simples tablet substituir a coisa toda, mas sempre serão suporte de estímulos variados para todas as crianças que venham a habitar estes espaços.

    Oscar Müller

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