Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

CAU que queremos

No dia 26/10 teremos as primeiras eleições para o CAU, nosso conselho profissional. Durante muitos anos os Arquitetos estiveram abrigados no CREA que reúne uma plêiade de profissões e onde, nem sempre, pudemos ter a autonomia e representação que gostaríamos.
Site Oficial
Após uma longa luta onde vários colegas se empenharam por décadas, no ano passado nosso conselho se tornou real.  Mas...na verdade é AGORA que se inicia a luta verdadeira. Retomo aqui as palavras que o colega Oscar Muller colocou aqui no blog uns meses atrás quando brindava o nascimento do CAU


Claro que para fazer acontecer esta mudança será preciso a nossa vontade e ação, temos que participar, incidindo para que a entidade seja forte, atuante e combativa, mas se logramos fazê-lo, ganhamos nós, os arquitetos e urbanistas, mas principalmente ganhará a sociedade, a cidade, o transeunte, o usuário...

O que foi até agora um sonho impossível, se tornou uma perspectiva factível. Certo que há muito chão a percorrer nestes caminhos, temos que nos apressar para recuperar o tempo perdido e a assumir a posição de vanguarda que nos é inerente, mas nos livramos do cabresto, e agora só dependemos de nós mesmos.



Então colegas é chegada a hora da verdade para nós Arquitetos. Qual o rumo que queremos ? Uma das reivindicações mais básicas seria TRANSPARÊNCIA e para tanto creio que o uso da internet pode facilitar esse contato de quem trabalha suado para ganhar o pão de cada dia e não tem tempo para ir às sedes físicas. Um blog oficial que FUNCIONE e seja ágil no atendimento poderia funcionar para troca de informações. As redes sociais estão aí para que sejam usadas também nesse contato diário para que a classe(?) possa se reencontrar com o seu destino e atribuição de transformadora de espaços, sejam urbanos, públicos ou privados. 


E fica a questão para cada um de nós: Qual é o Cau que queremos para nós e a sociedade ?

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