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Casa Sustentável e o exemplo da leitura

Foto Arq. Elenara Stein Leitão
Esse ano aconteceu uma exposição muito legal em São Paulo, a Casa Sustentável. Ali se mostravam as diferenças que as casas, e o modo de vida que a gente leva nelas, vem sofrendo de acordo com as décadas e a tecnologia que vai avançando. E também como usar a casa de maneira mais sustentável. A Samantha do blog A Vida como a Vida quer fez uma reportagem bem legal sobre ela, contando como foi a visita e promovendo um  sorteio de dois livros para quem comentasse como fazia na sua casa e na sua vida para promover a sustentabilidade caseira. Vários comentários legais mostram como as pessoas tem hábitos bons e que podem ser copiados no dia a dia. Vale a pena dar uma passada lá (veja no link acima) e conferir. Abaixo coloco o meu comentário:

... Aqui em casa a gente cresceu com noção de economia : se economiza luz e água antes de isso virar um hábito sustentável. Se usava a folha de trás das propagandas e papéis usados porque o pai sempre fez isso e dizia que era importante, assim como os lápis até o fim. A gente reciclava roupas, trocava de carro a cada 10 anos (!) e nunca fomos ensinados a curtir um consumismo desenfreado. Diria que meus pais já eram ecológicos desde pequeninhos...
E qual não foi minha alegria quando a Sam Shiraishi conseguiu, junto aos patrocinadores, livros para todos que participaram dos comentários. Achei muito delicado e semana passada eles chegaram, e vieram junto com uma cartinha muito carinhosa. É lógico que fui ler antes de dar. E adorei.

O professor Sassá fala das embalagens, de como elas são feitas e o que fazer com elas após usa-las. Me lembrei que usava caixas de fósforos vazias para fazer meus móveis de boneca. Naquela época, anos 60, se usava muito fósforo para acender o fogão, e sobravam muitas caixinhas. Fazia cadeiras, sofás, nossa, acho que desenvolvi minha vontade de mexer com interiores por ali. E as caixas de sapatos ! Eram usadas para lindos ninhos de Páscoa ! Todas enfeitadas com papel crepom e o que mais a nossa imaginação inventasse, ficavam esperando que o coelhinho a recheasse com balinhas, ovos pintados, ovos de açúcar....

E uma Casa, Mil Olhares me despertou a memória afetiva de lembrar como eram minhas casas, como eram seus espaços e o que foi mudando em nossas vidas...Isso vai render um post em separado porque as memórias...e as recordações são muitas.

E termino com as meninas para quem quero dar os livros. E essa foto mostra o quanto elas aprenderam a gostar de leitura. Natália em uma cadeira aqui de casa, lendo e a pequena Livia, então com uns três anos, ficou muito triste porque não sabia ler. Ponderamos com ela que Natália também não sabia com a idade dela e que ela iria aprender também. Ficou feliz, e o que fez ? Pegou um livro e ficou imitando a pose ( e o exemplo) da prima, já se preparando para quando as letras fizessem sentido...

Obrigada Sam pelo carinho, as gurias vão adorar com certeza. Como eu


Elenara Leitão

Comentários

  1. Foi muito bom conhecer seus textos, seu blog, suas idéias... Tal qual você, cresci em uma família, que aprendeu desde sempre a viver de forma sustentável. Da minha infância guardo a lembrança da minha mãe costurando folhas de papel de pão para que fossem usados para rabiscos e bilhetes caseiros. Ela também usava as embalagens dos sabonetes para perfumar nossas gavetas, e a água da geladeira descongelada era aproveitada para a faxina da cozinha. Assim, cresci com muita consciência contra o desperdício e aproveitando tudo. Esse hábito cultivo com prazer, especialmente no meu trabalho. Mas um fato em especial me chamou a atenção na sua postagem: os móveis feitos com caixinhas de fósforo! Aquela madeirinha fininha podia ser cortada e colada.. Quantos armarinhos, caminhas e mesas eu fiz para as minhas bonecas! Também acho que “meus objetos criativos” começaram ali.. Um bj e tudo de bom, Solange

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  2. Como é gratificante ler comentários como os teus e ver como nossos pais nos ensinaram, pelo exemplo, conceitos que guardamos e seguimos hoje. E fiquei encantada que tivemos a mesma iniciação nas caixinhas de fósforos...era tão fascinante criar aquelas mobílias, cheguei a enxergar pelas tuas palavras. Que bacana !
    Beijos

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