Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Casa com pequena pegada de carbono e forma criativa

Vi nesse site essa casa que tem uma pegada de carbono muito pequena e ela me chamou a atenção pelo seu aspecto estrutural bastante diferenciado. Projeto do escritório do Arquiteto Adrian James   de Oxford, Inglaterra. O telhado curvo maximiza o espaço interno e as grandes esquadrias em vidro aproximam a bela vista do interior. 


Muswell House






Fui ler mais sobre o trabalho desse escritório e, segundo o seu site, todas as decisões de projeto são baseadas em alguns princípios sustentáveis básicos
  • Pegada de carbono e redução de resíduos - A mais obvias das melhorias e que cobrem a redução no consumo de energia e no desperdício, seja na construção e na ocupação. Algumas medidas simples podem ajudar a conseguir esse resultado : Ventilação natural, iluminação natural, controle solar, isolamento, controles de iluminação, recuperação de calor de ventilação, troca de calor Geo-térmico, produção combinada de calor e geração de energia, aproveitamento de águas pluviais, energia eólica e segregação de resíduos e reciclagem

  • Biodiversidade e materiais de baixo impacto - Uso de telhados verdes, drenagem sustentável, uso de materiais reciclados, de origem local e  sustentáveis, pré-fabricação são algumas das decisões que norteiam esse aspecto.
  • Saúde e bem-estar - um edifício e seus sistemas operacionais podem ter um impacto importante sobre a saúde física e mental de seus ocupantes. A ventilação e iluminação natural, e contratação de mão de obra local podem auxiliar no bem estar geral. 


Outros projetos do escritório
  • Longevidade e flexibilidade -Embora o ideal fosse não construir, pode haver necessidade de novos edifícios, e nesse caso eles devem ser de fácil execução, de baixa manutenção e serem adaptáveis com o passar dos anos. A capacidade de um edifício bem sucedido para se adaptar e sobreviver depende da boa vontade dos seus proprietários. E de algumas decisões de usar materiais de baixa manutenção e duráveis, de um planejamento eficiente e acima de tudo de uma concepção humana, de uma arquitetura poética

Comentários

  1. Concordo com todos os aspectos de sustentabilidade, requisito fundamental à qualquer bom projeto de arquitetura.

    Os prédios são ecologicamente corretos, eficientes e têm uma estrutura interessante, mas não me agradam.

    Acredito que faltou poesia, faltou um outro requisito básico à um bom projeto: a habilidade de emocionar.

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  2. Pois eu gostei plasticamente deles. Achei bem interessantes, me lembraram o aspecto fabril inglês e por isso os achei bem inseridos no seu meio ambiente. Mas a emoção é algo muito subjetivo e particular. Eu, por exemplo, admiro a técnica de Van Gogh, mas ele não me emociona.
    Abraços

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  3. Verdade, emoção é muito subjetivo e particular. Pensando no estilo fabril, faz até mais sentido essa estética.

    Fiz essa crítica porque tem vezes que me sinto muito incomodado, de ver projetos sustentáveis (até com certificação LEED platinum) mas que não têm bom cuidado estético.

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  4. É verdade, tem uns horríveis mesmo. Sou otimista, acho que com o tempo os projetos vão começar a conciliar beleza, sustentabilidade, economia e criatividade.
    Abraços

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  5. Tomara que sim! Vamos ficar na torcida!
    Um abraço

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