Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Tecnologia digital aliada à generosidade

Clay Shirky, jornalista e especialista em novas mídias, mostra nesse vídeo o que ele chama de superávit congnitivo que seria a capacidade da população mundial unir tecnologia digital e generosidade, e dessa forma agir voluntariamente e colaborar em projetos de larga escala no planeta.

Cita o exemplo da plataforma Ushahidi – que quer dizer "testemunha" em swahili, que surgiu quando a advogada Ory Okolloh, do Quênia, ao criar um blog com informações sobre um surto de violência em seu país após um processo eleitoral, viu que necessitava de ajuda. E dois programadores criaram uma  ferramenta capaz de recolher informações dos usuários via internet, celulares e SMS e colocá-las em um mapa. Esse software livre já foi usado em vários países em variadas situações onde o voluntariado se uniu em prol de uma causa comum.


 "As culturas livres conseguem aquilo que celebram. Temos uma escolha à nossa frente. Temos esse trilhão de horas anuais. Podemos usar essas horas para nossa diversão, e faremos isso. Isso sem pagar nada. Mas podemos também celebrar e apoiar e recompensar as pessoas tentando usar o superávit cognitivo para criar valor cívico. E, na medida em que fizermos isso, na medida em que conseguirmos fazer isso, conseguiremos mudar a sociedade.”
Dean Kamen



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