Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

Imagem
Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Arquitetura viva



Segundo Rachel Armstrong, a superfície dos prédios pode oferecer uma grande oportunidade de interagirmos de maneira natural e saudável com o mundo que nos cerca. Vários exemplos dessa conexão tem sido usados por arquitetos ao longo dos anos. Um exemplo é a ponte viva de Cherrapungi, no nordeste da Índia, que é de ramos naturais guiados pela mão humana. Vence um vão de mais de 30 metros e suporta o peso de 50 pessoas.

Outros exemplos : As obras de Gaudí (1852-1926). Através de tecidos recheados de argila suspensos que ganhavam forma gracas a gravidade, ele conseguiu efeitos visuais fantásticos. E o arquiteto americano Matthias Hollwich que trabalha no sentido de que será possível criar cidades com toda a energia fornecida pelas plantas.

Rachel projeta em suas pesquisas arquitetônicas o uso das protocélulas. Elas são uma espécie de tecnologia viva, pois se movem, “sentem” e modificam o ambiente a sua volta, isso apesar de não terem nenhum DNA. Um de seus experimentos é  capaz de reproduzir uma substância aparentada do calcário a partir de dióxido de carbono dissolvido em água. Essa tecnologia está sendo proposta como alternativa para salvar Veneza, como mostra o vídeo acima, que possui legendas em português.  

Fonte (precisa ser cadastrado para ler toda a matéria) 

Comentários

Postar um comentário

Sua opinião é super importante para nós ! Não nos responsabilizamos pelas opiniões emitidas nos comentários. Links comerciais serão automaticamente excluídos

Postagens mais visitadas deste blog

Cortina verde na fachada

DIREITO À PAISAGEM

Processo da Arquitetura

10 motivos para NÃO fazer arquitetura