A cidade que envelhece com dignidade

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Uma cidade envelhece como as pessoas e deixa também cicatrizes visíveis. O viaduto que já foi resposta e agora virou problema. A estação de ônibus fechada onde o eco das despedidas ainda ressoa nas paredes vazias. O casarão que insiste em existir entre os edifícios novos. Esse envelhecimento pode ser inteligente, quando as marcas do tempo ensinam sobre escala humana, sobre materiais que resistem, sobre a sombra que o concreto não fabrica. Mas, infelizmente, pode também ser um envelhecimento de abandono: quando a memória vira pretexto para a inércia, e a tradição serve para justificar o descaso. Existe uma diferença que importa muito entre preservar e fossilizar. Preservar é manter viva a conversa entre épocas. Fossilizar é cobrir a cidade com o verniz do passado e chamar isso de respeito. Uma rua medieval que ainda pulsa, ainda abriga comércio e moradia, ainda tem gente que troca palavra na soleira, continua sendo cidade. Quando para de circular, vira cenário. A cidade que envelhece be...

Arquitetura viva



Segundo Rachel Armstrong, a superfície dos prédios pode oferecer uma grande oportunidade de interagirmos de maneira natural e saudável com o mundo que nos cerca. Vários exemplos dessa conexão tem sido usados por arquitetos ao longo dos anos. Um exemplo é a ponte viva de Cherrapungi, no nordeste da Índia, que é de ramos naturais guiados pela mão humana. Vence um vão de mais de 30 metros e suporta o peso de 50 pessoas.

Outros exemplos : As obras de Gaudí (1852-1926). Através de tecidos recheados de argila suspensos que ganhavam forma gracas a gravidade, ele conseguiu efeitos visuais fantásticos. E o arquiteto americano Matthias Hollwich que trabalha no sentido de que será possível criar cidades com toda a energia fornecida pelas plantas.

Rachel projeta em suas pesquisas arquitetônicas o uso das protocélulas. Elas são uma espécie de tecnologia viva, pois se movem, “sentem” e modificam o ambiente a sua volta, isso apesar de não terem nenhum DNA. Um de seus experimentos é  capaz de reproduzir uma substância aparentada do calcário a partir de dióxido de carbono dissolvido em água. Essa tecnologia está sendo proposta como alternativa para salvar Veneza, como mostra o vídeo acima, que possui legendas em português.  

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