A cidade que não te vê: quando o espaço urbano envelhece mais rápido do que aprende

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  Há uma cena que se repete em muitas de nossas cidades com uma regularidade que incomoda. Uma pessoa idosa para na esquina, olha para os dois lados, e espera. E muitas vezes o sinal já abriu. Ela espera porque sabe, por experiência acumulada no corpo, que o tempo de travessia não foi feito para o seu passo. Ela aprendeu a calcular antes de sair de casa. Calcular nas calçadas. E calcular mais uma vez, nas esquinas, enquanto os carros aguardam com uma impaciência que não se disfarça. As engrenagens e buzinas que o digam.  Essa cena dura talvez trinta segundos. Ela não costuma aparecer em nenhum relatório de mobilidade urbana. E é justamente por isso que precisamos falar.  A hostilidade que afasta Existe um tipo de arquitetura hostil que já se fala bastante: o banco com divisória no meio para impedir que alguém deite, o piso pontiagudo embaixo do viaduto, a cerca elétrica que delimita o que é de quem. São dispositivos que dizem, sem ambiguidade, você não pode ficar aqui...

Arquitetura chilena - Olisur: Olive Oil factory





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Gosto de aproveitar essa época de Copa do Mundo para pesquisar e conhecer mais sobre a arquitetura dos países que são nossos adversários ou que sediam a Copa. Já fiz uma postagem sobre a Africa do Sul, os estádios da Copa em 3D e sobre o design coreano. (Tudo bem, eu sei que o Brasil jogou contra a Coréia do Norte, mas é difícil achar matérias sobre eles.) Tentei achar alguma matéria sobre a arquitetura da Costa do Marfim, mas foi quase impossível, mas minha amiga Ada fez uma bela pesquisa sobre esse pais que eu recomendo a leitura. Vejam AQUI

O Chile, nosso vizinho, tem uma série de bons exemplos para serem mostrados. Dentre eles gostei desse projeto de linhas simples, uma reinterpretacão da arquitetura anônima encontrada no vale central chileno. A fábrica utiliza energia geotérmica, iluminação e ventilação natural. Segundo os arquitetos, todos os materiais utilizados na produção do azeite são biodegradáveis.
Esta obra obteve a Medalha de Ouro na Bienal de Miami 2009 nos Estados Unidos e o segundo lugar no Concurso de Madeira CORMA (2008) 

Projeto  GH+A Guillermo Hevia Arquitecto
Colaboradores: Villalón Thomas, Guillermo Hevia García, Francisco Carrión G. Marcela Suazo M.
Local: Fundo de San José Marchihue, Região VI - Chile.
Área construída: 2800 m2
Ano de Construção: 2008
Materiais: madeira laminada, compensado de fibrocimento.

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