Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Arquitetura chilena - Olisur: Olive Oil factory





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Gosto de aproveitar essa época de Copa do Mundo para pesquisar e conhecer mais sobre a arquitetura dos países que são nossos adversários ou que sediam a Copa. Já fiz uma postagem sobre a Africa do Sul, os estádios da Copa em 3D e sobre o design coreano. (Tudo bem, eu sei que o Brasil jogou contra a Coréia do Norte, mas é difícil achar matérias sobre eles.) Tentei achar alguma matéria sobre a arquitetura da Costa do Marfim, mas foi quase impossível, mas minha amiga Ada fez uma bela pesquisa sobre esse pais que eu recomendo a leitura. Vejam AQUI

O Chile, nosso vizinho, tem uma série de bons exemplos para serem mostrados. Dentre eles gostei desse projeto de linhas simples, uma reinterpretacão da arquitetura anônima encontrada no vale central chileno. A fábrica utiliza energia geotérmica, iluminação e ventilação natural. Segundo os arquitetos, todos os materiais utilizados na produção do azeite são biodegradáveis.
Esta obra obteve a Medalha de Ouro na Bienal de Miami 2009 nos Estados Unidos e o segundo lugar no Concurso de Madeira CORMA (2008) 

Projeto  GH+A Guillermo Hevia Arquitecto
Colaboradores: Villalón Thomas, Guillermo Hevia García, Francisco Carrión G. Marcela Suazo M.
Local: Fundo de San José Marchihue, Região VI - Chile.
Área construída: 2800 m2
Ano de Construção: 2008
Materiais: madeira laminada, compensado de fibrocimento.

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