MG08 habitação flexível

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Habitar uma casa movimenta uma série de sonhos e emoções. Possuir uma casa evoca ancestrais desejos de segurança. Mas nem sempre as necessidades permanecem as mesmas. As situações de fora e de dentro se modificam e pedem espaços que sejam flexíveis. A Maria Guerrero, também conhecida como MG08 em Madri, projetada pelo Studio Burr , foi pensada para ser uma habitação que possa ser transformada de acordo com essas novas necessidades dos moradores.   María Guerrero é uma casa que nasceu dividida em duas. Para poderem arcar com os custos de aquisição e construção, os habitantes deste empreendimento iniciam a sua vida neste espaço ocupando metade da casa e alugando a outra metade como habitação independente. Apesar da narrativa interessante, me pareceu muito com essas casas geminadas onde se coloca uma parede no meio, que pode ser removível se houver interesse em unir os espaços. Algo que já vem sendo usado e que, com um nome interessante, chama mais a atenção.  Segundo o site dos arquiteto

Sobre o ato de criar e estar consigo

A criação necessita de um estado de espiritual muito peculiar. Não sei definir com exatidão, mas não é em absoluto aquele estado de pura objetividade, nem aquele de muita languidez.

Criar exige uma sincronia corpo-mente, um despojamento que muitas vezes é difícil de alcançar no dia a dia.

É como se uma centelha ligasse o motor e a máquina engrenasse num estado de Holos com a vida.

Criar em dias em que não se atinge esse apogeu não é impossível. Mas exige mais método, mais disciplina, e quase sempre, não é tão divertido. Falta o estado de brincadeira.

E aí me lembro também desses dias em tudo parece bom. Não maravilhoso. Apenas bom. E nem se tem muita vontade falar a respeito deles. O tempo lá fora parece bonito, a temperatura é gostosa. Nem muito quente, nem muito frio. Assim como a gente. Medianamente vivendo. Rendimento, não muito excepcional, mas bom. O tempo parece se encaixar e não temos a sensação de vê-lo escorregar entre nossos dedos e ponteiros de um relógio que teima em correr.

E na verdade a felicidade cotidiana não precisa ser feita de momentos apoteóticos. Ela pode ser serena e amável. E até pode ser feita de momentos de sozinhez.

Sozinhez é diferente de solidão apenas por uma questão de semântica.

Solidão parece coisa ruim, coisa de gente que não tem companhia por falta de opção.

Sozinhez é mais delicado. É escolha ou aceitação de que existem momentos em que somos nós a nossa melhor companhia.

E quando estamos acompanhados de nós mesmos, estamos a um passo do encontro com a Criação.

PS : A imagem é uma criação minha no Polyvore , minha nova mania na internet ao lado do Twitter

Comentários

  1. Incrível como concordo com cada palavra. Na verdade, é mais do que isso... É quase como se eu estivesse escrevendo esse texto...

    Deve ser a genética de novo... hehe

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  2. Sozinhez é aquele momento que só você entende o seu prazer, a sua felicidade.
    Adorei isso.

    Uma Ótima Semana!
    Beijos

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  3. Sensacional o texto. me ajudou muito na inspiração para um que estou escrevendo para a faculdade. Quando terminar, lhe envio, se quiseres!
    um abraço!

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  4. Obrigada GuiKamp !

    Quero sim, fiquei bastante curiosa sobre o teu texto, me envie quando estiver pronto. E pela foto, já vi que torcemos pelo mesmo time.

    Abraço

    Elenara

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