Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Mamma Mia !

Sábado chuvoso...o que fazer ? Pegar um cineminha logo depois do almoço, uma coisinha leve, filminho de mulher, para levantar o astral : Mamma Mia! Devo ter levado uns cinco minutos para conseguir estacionar o carro no estacionamento...Todos devem ter tido a mesma idéia que eu, ir para o refúgio de lazer da modernidade: O Shopping Center ! Aquele local seguro, cercado e com ar condicionado, onde se perde a noção do dia e noite, paraíso moderno do consumo. Teoricamente o local onde as pessoas vão desestressar...teoricamente.
Cinema bem feito, pouquíssimas pessoas, talvez pelo horário, talvez por ser um musical. Mas esses cinemas modernos pecam pelo exagero no ar condicionado, por vezes a gente congela lá dentro. E alguém deve achar que todos são surdos pelo volume em que colocam os anúncios. Será que existe alguma técnica de marketing que acredita que um som exagerado, seja nos cinemas e nos anúncios de tv, vão encantar possíveis compradores ? A mim irritam profundamente.
O filme. Nunca fui fã do ABBA, mas gostei. Estava de cabeca leve para ver esse tipo de filme. Paisagem bonita, filme simples, sem complicação, história bonitinha e TODO cantado. É meio gozado as pessoas cantarem ao invés de falarem, mas tudo bem. As músicas são conhecidas dos cinquentões (meu caso) e a memória musical é quase sempre associada a algo agradável. Meryl Streep segura o filme do começo ao fim e confesso que cheguei a chorar como uma adolescente em algumas cenas. E é bom demais ser meio piegas de vez em quando.
E na saída ...MAMMA MIA ! Mais engarrafamento. Para sair do Bourbon Country Shopping, para conseguir chegar em casa...em pleno sábado.
Cheguei a ter um sonho...de estar numa ilha grega, cantando a plenos pulmões !

Comentários

  1. Mamma Mia!

    O ar condicionado parece que está regulado em "Vento do Alaska". Aqui no cinema perto de casa também estava assim outro dia.
    É tão bom ver um filme assim que te deixa leve.
    Tô precisando fazer isso.

    Uma Linda Semana!
    Beijos

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