Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Mamma Mia !

Sábado chuvoso...o que fazer ? Pegar um cineminha logo depois do almoço, uma coisinha leve, filminho de mulher, para levantar o astral : Mamma Mia! Devo ter levado uns cinco minutos para conseguir estacionar o carro no estacionamento...Todos devem ter tido a mesma idéia que eu, ir para o refúgio de lazer da modernidade: O Shopping Center ! Aquele local seguro, cercado e com ar condicionado, onde se perde a noção do dia e noite, paraíso moderno do consumo. Teoricamente o local onde as pessoas vão desestressar...teoricamente.
Cinema bem feito, pouquíssimas pessoas, talvez pelo horário, talvez por ser um musical. Mas esses cinemas modernos pecam pelo exagero no ar condicionado, por vezes a gente congela lá dentro. E alguém deve achar que todos são surdos pelo volume em que colocam os anúncios. Será que existe alguma técnica de marketing que acredita que um som exagerado, seja nos cinemas e nos anúncios de tv, vão encantar possíveis compradores ? A mim irritam profundamente.
O filme. Nunca fui fã do ABBA, mas gostei. Estava de cabeca leve para ver esse tipo de filme. Paisagem bonita, filme simples, sem complicação, história bonitinha e TODO cantado. É meio gozado as pessoas cantarem ao invés de falarem, mas tudo bem. As músicas são conhecidas dos cinquentões (meu caso) e a memória musical é quase sempre associada a algo agradável. Meryl Streep segura o filme do começo ao fim e confesso que cheguei a chorar como uma adolescente em algumas cenas. E é bom demais ser meio piegas de vez em quando.
E na saída ...MAMMA MIA ! Mais engarrafamento. Para sair do Bourbon Country Shopping, para conseguir chegar em casa...em pleno sábado.
Cheguei a ter um sonho...de estar numa ilha grega, cantando a plenos pulmões !

Comentários

  1. Mamma Mia!

    O ar condicionado parece que está regulado em "Vento do Alaska". Aqui no cinema perto de casa também estava assim outro dia.
    É tão bom ver um filme assim que te deixa leve.
    Tô precisando fazer isso.

    Uma Linda Semana!
    Beijos

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