Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Espaços bem humorados - use e abuse

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Humor. Cada vez mais fundamental. Sempre tive comigo que a vida enfrentada com bom humor e sutileza é muito mais prazerosa. E nos espaços que habitamos não é diferente. Podemos brincar com vários elementos, fazer experiências lúdicas sem necessariamente cair no pastiche.

Vejam o exemplo acima. Um ambiente despretensioso. Vários caixotes de madeira arranjados de forma quase aleatória. E adesivos super brincalhões mudam toda a cena e carregam na irreverência. 
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Aliás o Humor com agá maiúsculo é feito muito da mistura bem dosada da irreverência com a sutileza. E do poder de síntese como bem demonstra a figura acima. 

Um dos locais onde mais se costuma brincar são nos quartos infantis. As vezes com algum exagero, devo admitir. Mas uma bem equilibrada equação de utilidade lúdica ensina que o mundo real pode ser trabalhado de forma leve e cheio de criatividade.

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Ambientes corporativos não precisam necessariamente ser sisudos e sem graça. Cada vez mais as empresas tem apostado em projetos que valorizem espaços mais amenos e alegres. Vejam cinco ideias para fazer um escritório agradável. Usar cores, muito verde e luz, brincar com moveis diferenciados e com elementos inusitados, pode tornar um escritório em um local mais aconchegante e consequentemente, mais produtivo. 
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Se a proposta for mais séria, pequenos detalhes podem quebrar a sisudez. Pense nisso. 
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Outra forma de brincadeira é usar de forma inusual algo. No exemplo abaixo, as luminárias são abajures de diversos formatos ao contrário, caindo do forro, como se o mundo estivesse de cabeça para baixo...
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 Outras vezes é usá-los como uma grande e divertida escultura.
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Em resumo: o humor segundo uma definição mais ligada à psicologia é "relativo a uma atitude benevolente que realça o grotesco de um comportamento sem a frivolidade do cômico nem a crueldade da sátira." (fonte)

Ou seja, pegar algo do cotidiano que esteja no foco e decantá-lo em uma forma sutil de referência jocosa. 

Pensando bem, é uma sabedoria de vida. E também de projetar. Não é a toa que grande parte da/os arquiteta/os sempre usam a palavra brincadeira em seus discursos de explicação de projetos...


 
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