Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Pavilhões para debater a alimentação e energia para a vida

Exposições mundiais e universais (juro que não entendo direito a diferença, mas dizem que a última é maior...) sempre foram propulsoras de grandes obras arquitetônicas e mostram avanços tecnológicos dos expositores. O Brasil já foi palco de uma em 1922 no Rio de Janeiro, até Porto Alegre teve a sua em 1935

Este ano é Milão que inaugura a sua Expo Milão 2015. Vários e belos pavilhões foram construídos para representar seus países (inclusive o Nepal que precisou de ajuda italiana após o terrível sismo de 2015). Embora com algumas ausências devido à crise econômica (Portugal, por exemplo), 140 países se fizeram representar, mesmo enfrentado protestos locais em função dos gastos públicos e denúncias de corrupção. Mas a cidade de Milão e a Itália esperam um número expressivo de visitantes que deixem um também expressivo lucro monetário. 

O tema da Expo Milão 2015 é Alimentar o planeta, energia para a vida. A ideia é levantar debates e soluções para refletir sobre esse problema e equacionar a disparidade entre desperdício e falta de alimentação na humanidade.   

A arquitetura tem um papel destacado nos projetos dos pavilhões que, em geral, refletem as culturas e soluções que esses países estão oferecendo ao mundo e às suas populações.  

ESLOVÊNIA

 
A Eslovênia, por exemplo, nos mostra um pavilhão com estrutura em aço e revestido com
madeira sustentável, lembrando que é um dos países com mais florestas na Europa. A forma lembra a topografia local, com suas montanhas, planícies e montes. Mas mantendo a referência aos seus campos de cultivo de alimentos. 

O simbolismo da marca "I Feel Eslovênia", que ressalta a tríada verde, atividade, saúde, é mostrada nos cinco temas apresentados: salinas, abelhas, águas minerais e termais, caminhadas e ciclismo e
a medição de partículas de carbono negro.

O carbono negro é considerado uma das causas de um possível aquecimento global. E no pavilhão esloveno é mostrado o resultado de um projeto chamado de "Aventura da Ciência" onde um piloto do país recolheu dados em todo o planeta terra. 

O projeto do pavilhão esloveno é de SoNo Arhitekti

Fonte
 

Dica da Samantha Shiraishi

BRASIL

Obvio que fui atrás do pavilhão brasileiro.Escolhido por concurso (vejam AQUI o resultado e mais propostas concorrentes) o projeto do Estúdio Arthur Casas explorou o tema através dos conceitos de "flexibilidade, fluidez e descentralização."
 
Uma grande estrutura em forma de caixa, com com fechamentos em cortinas e redes, simbolicamente mostra a ideia de acabar com os limites para alcançar o equilíbrio, ao mesmo tempo em que mostra pesquisas e modelos de produção brasileiros.

Fonte

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