Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Pavilhões para debater a alimentação e energia para a vida

Exposições mundiais e universais (juro que não entendo direito a diferença, mas dizem que a última é maior...) sempre foram propulsoras de grandes obras arquitetônicas e mostram avanços tecnológicos dos expositores. O Brasil já foi palco de uma em 1922 no Rio de Janeiro, até Porto Alegre teve a sua em 1935

Este ano é Milão que inaugura a sua Expo Milão 2015. Vários e belos pavilhões foram construídos para representar seus países (inclusive o Nepal que precisou de ajuda italiana após o terrível sismo de 2015). Embora com algumas ausências devido à crise econômica (Portugal, por exemplo), 140 países se fizeram representar, mesmo enfrentado protestos locais em função dos gastos públicos e denúncias de corrupção. Mas a cidade de Milão e a Itália esperam um número expressivo de visitantes que deixem um também expressivo lucro monetário. 

O tema da Expo Milão 2015 é Alimentar o planeta, energia para a vida. A ideia é levantar debates e soluções para refletir sobre esse problema e equacionar a disparidade entre desperdício e falta de alimentação na humanidade.   

A arquitetura tem um papel destacado nos projetos dos pavilhões que, em geral, refletem as culturas e soluções que esses países estão oferecendo ao mundo e às suas populações.  

ESLOVÊNIA

 
A Eslovênia, por exemplo, nos mostra um pavilhão com estrutura em aço e revestido com
madeira sustentável, lembrando que é um dos países com mais florestas na Europa. A forma lembra a topografia local, com suas montanhas, planícies e montes. Mas mantendo a referência aos seus campos de cultivo de alimentos. 

O simbolismo da marca "I Feel Eslovênia", que ressalta a tríada verde, atividade, saúde, é mostrada nos cinco temas apresentados: salinas, abelhas, águas minerais e termais, caminhadas e ciclismo e
a medição de partículas de carbono negro.

O carbono negro é considerado uma das causas de um possível aquecimento global. E no pavilhão esloveno é mostrado o resultado de um projeto chamado de "Aventura da Ciência" onde um piloto do país recolheu dados em todo o planeta terra. 

O projeto do pavilhão esloveno é de SoNo Arhitekti

Fonte
 

Dica da Samantha Shiraishi

BRASIL

Obvio que fui atrás do pavilhão brasileiro.Escolhido por concurso (vejam AQUI o resultado e mais propostas concorrentes) o projeto do Estúdio Arthur Casas explorou o tema através dos conceitos de "flexibilidade, fluidez e descentralização."
 
Uma grande estrutura em forma de caixa, com com fechamentos em cortinas e redes, simbolicamente mostra a ideia de acabar com os limites para alcançar o equilíbrio, ao mesmo tempo em que mostra pesquisas e modelos de produção brasileiros.

Fonte

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