Quedas: O problema pode não ser só o ambiente.

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Uma queda costuma durar segundos. Às vezes, basta um tropeço. Em outras, um piso escorregadio, uma calçada irregular ou uma iluminação insuficiente mudam completamente a rotina de uma pessoa. Depois da queda, podem surgir a cirurgia, a fisioterapia e, muitas vezes, um medo silencioso que acaba por limitar a vida mais do que a própria fratura. Durante muito tempo, nos acostumamos a ouvir que cair faz parte da idade. Mas pesquisas mais recentes nos mostram outra realidade. A maioria das quedas pode ser evitada quando entendemos que elas são resultado da combinação entre as condições de saúde da pessoa e o ambiente onde ela vive. Nos primeiros quatro meses de 2025, cerca de 62 mil brasileiros com 60 anos ou mais foram internados em decorrência de quedas. Em 2024, o país registrou mais de 344 mil atendimentos e hospitalizações relacionados a esse problema e mais de 13 mil mortes. Os números impressionam, o  medo de cair (ptofobia) é, de fato, uma das variáveis psicológicas mais estudad...

Pavilhões para debater a alimentação e energia para a vida

Exposições mundiais e universais (juro que não entendo direito a diferença, mas dizem que a última é maior...) sempre foram propulsoras de grandes obras arquitetônicas e mostram avanços tecnológicos dos expositores. O Brasil já foi palco de uma em 1922 no Rio de Janeiro, até Porto Alegre teve a sua em 1935

Este ano é Milão que inaugura a sua Expo Milão 2015. Vários e belos pavilhões foram construídos para representar seus países (inclusive o Nepal que precisou de ajuda italiana após o terrível sismo de 2015). Embora com algumas ausências devido à crise econômica (Portugal, por exemplo), 140 países se fizeram representar, mesmo enfrentado protestos locais em função dos gastos públicos e denúncias de corrupção. Mas a cidade de Milão e a Itália esperam um número expressivo de visitantes que deixem um também expressivo lucro monetário. 

O tema da Expo Milão 2015 é Alimentar o planeta, energia para a vida. A ideia é levantar debates e soluções para refletir sobre esse problema e equacionar a disparidade entre desperdício e falta de alimentação na humanidade.   

A arquitetura tem um papel destacado nos projetos dos pavilhões que, em geral, refletem as culturas e soluções que esses países estão oferecendo ao mundo e às suas populações.  

ESLOVÊNIA

 
A Eslovênia, por exemplo, nos mostra um pavilhão com estrutura em aço e revestido com
madeira sustentável, lembrando que é um dos países com mais florestas na Europa. A forma lembra a topografia local, com suas montanhas, planícies e montes. Mas mantendo a referência aos seus campos de cultivo de alimentos. 

O simbolismo da marca "I Feel Eslovênia", que ressalta a tríada verde, atividade, saúde, é mostrada nos cinco temas apresentados: salinas, abelhas, águas minerais e termais, caminhadas e ciclismo e
a medição de partículas de carbono negro.

O carbono negro é considerado uma das causas de um possível aquecimento global. E no pavilhão esloveno é mostrado o resultado de um projeto chamado de "Aventura da Ciência" onde um piloto do país recolheu dados em todo o planeta terra. 

O projeto do pavilhão esloveno é de SoNo Arhitekti

Fonte
 

Dica da Samantha Shiraishi

BRASIL

Obvio que fui atrás do pavilhão brasileiro.Escolhido por concurso (vejam AQUI o resultado e mais propostas concorrentes) o projeto do Estúdio Arthur Casas explorou o tema através dos conceitos de "flexibilidade, fluidez e descentralização."
 
Uma grande estrutura em forma de caixa, com com fechamentos em cortinas e redes, simbolicamente mostra a ideia de acabar com os limites para alcançar o equilíbrio, ao mesmo tempo em que mostra pesquisas e modelos de produção brasileiros.

Fonte

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