Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Entre livros se vive e se voa - ideias para estantes

Quando eu acho que a leitura digital vai começar a vencer o livro de papel, eis que a vida me mostra que não. Que ainda há muito espaço para novas leituras, para conhecer novos escritores e para me deliciar com novas leituras. 

Definitivamente livro  é presente diário em nossas vidas. Nem que seja em forma de figuras para colorir. Aliás, para pensar essa moda de precisar de algo tão simples para deixarmos nossa mente divagar, e de preferência, longe das tecnologias que tanto nos consomem a atenção.
Cada vez que me reúno com leitores, vemos que temos todos algumas características parecidas. Somos apaixonados por lançamentos. E somos igualmente apaixonados pelos sebos. Vá lá se saber como pensam esses loucos pelas palavras escritas.

Todos, ou quase todos, imaginamos o paraíso como uma grande biblioteca. Assim como já disse Borges. Todos acumulamos livros. Muitos e muitos livros! Há alguns que compram apartamentos para conseguir guardá-los. Há os que temam o destino de seus livros assim que eles mesmos não estiverem mais aqui. E infelizmente parece que a doação de bibliotecas não está sendo assim tão fácil. Ou não do jeito que os antigos donos gostariam. Os livros acabam sendo espalhados.

Talvez seja esse o melhor destino dos livros. Alçarem voo. Alcançarem mais e mais mentes. E não ficarem se empoeirando nas prateleiras e estantes.  
Enquanto nos equilibramos entre a difícil fronteira do guardar e doar, todos nós, os amantes de livros amamos ver ideias de como tê-los conosco. Como guardá-los em nossas casas. 

Sejam bibliotecas maiores, com acervos mais robustos, sejam poucos volumes, tê-los bem organizados em belas estantes faz nossos olhos e corações brilharem com mais prazer. Ora se faz!
Mesmo entre os mais descolados, que acreditam na reciclagem e na economia circular e que, pela lógica, deviam ser mais propensos às trocas, mesmo entre esses se encontram aqueles que não conseguem se desfazer tão facilmente de seus amados livros. E para eles sempre existe a solução dos paletes ou mesmo de estantes usando garrafas. Se bem que para estas últimas recomendo cuidar do peso....   
E os pequenos? Filhos de peixe, leitores serão. Pelo menos assim esperam seus pais e avós. Para eles existem várias ideias de cantinhos de leitura, e gostei especialmente deste em papelão. Em formato de casa, ele permite brincadeiras ao mesmo tempo que faz aquela gostosa armadilha do bem que acaba por fomentar o gosto de ler.

 Voar. Deixar a mente flutuar por mundos que crescem em nossas mentes. fazer aquela viagem para dentro das ideias, das palavras que brotam na mente e alma do escritor e que migram para a mente e alma do leitor, ganhando vida própria e novas interpretações. 

Este talvez o maior fascínio da leitura. Sim, entre livros se vive. E se voa!
Fonte das fotos - Pinterest Livros
 

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