Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Entre livros se vive e se voa - ideias para estantes

Quando eu acho que a leitura digital vai começar a vencer o livro de papel, eis que a vida me mostra que não. Que ainda há muito espaço para novas leituras, para conhecer novos escritores e para me deliciar com novas leituras. 

Definitivamente livro  é presente diário em nossas vidas. Nem que seja em forma de figuras para colorir. Aliás, para pensar essa moda de precisar de algo tão simples para deixarmos nossa mente divagar, e de preferência, longe das tecnologias que tanto nos consomem a atenção.
Cada vez que me reúno com leitores, vemos que temos todos algumas características parecidas. Somos apaixonados por lançamentos. E somos igualmente apaixonados pelos sebos. Vá lá se saber como pensam esses loucos pelas palavras escritas.

Todos, ou quase todos, imaginamos o paraíso como uma grande biblioteca. Assim como já disse Borges. Todos acumulamos livros. Muitos e muitos livros! Há alguns que compram apartamentos para conseguir guardá-los. Há os que temam o destino de seus livros assim que eles mesmos não estiverem mais aqui. E infelizmente parece que a doação de bibliotecas não está sendo assim tão fácil. Ou não do jeito que os antigos donos gostariam. Os livros acabam sendo espalhados.

Talvez seja esse o melhor destino dos livros. Alçarem voo. Alcançarem mais e mais mentes. E não ficarem se empoeirando nas prateleiras e estantes.  
Enquanto nos equilibramos entre a difícil fronteira do guardar e doar, todos nós, os amantes de livros amamos ver ideias de como tê-los conosco. Como guardá-los em nossas casas. 

Sejam bibliotecas maiores, com acervos mais robustos, sejam poucos volumes, tê-los bem organizados em belas estantes faz nossos olhos e corações brilharem com mais prazer. Ora se faz!
Mesmo entre os mais descolados, que acreditam na reciclagem e na economia circular e que, pela lógica, deviam ser mais propensos às trocas, mesmo entre esses se encontram aqueles que não conseguem se desfazer tão facilmente de seus amados livros. E para eles sempre existe a solução dos paletes ou mesmo de estantes usando garrafas. Se bem que para estas últimas recomendo cuidar do peso....   
E os pequenos? Filhos de peixe, leitores serão. Pelo menos assim esperam seus pais e avós. Para eles existem várias ideias de cantinhos de leitura, e gostei especialmente deste em papelão. Em formato de casa, ele permite brincadeiras ao mesmo tempo que faz aquela gostosa armadilha do bem que acaba por fomentar o gosto de ler.

 Voar. Deixar a mente flutuar por mundos que crescem em nossas mentes. fazer aquela viagem para dentro das ideias, das palavras que brotam na mente e alma do escritor e que migram para a mente e alma do leitor, ganhando vida própria e novas interpretações. 

Este talvez o maior fascínio da leitura. Sim, entre livros se vive. E se voa!
Fonte das fotos - Pinterest Livros
 

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