Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Repensando as cidades a partir de outras visões - recomendação de artigo


Um artigo absolutamente necessário para ser lido nestes tempos de necessidades de repensar que tipo de cidade queremos construir e reconstruir.  "Cidades: convite a outras cosmovisões" do site Outras Palavras discute a necessidade urgente de repensar o planejamento urbano e o desenvolvimento das cidades no Brasil à luz das mudanças climáticas e da degradação ambiental. O texto destaca os eventos catastróficos no Rio Grande do Sul como um exemplo recente do impacto do clima extremo nas áreas urbanas. Critica o modelo atual de desenvolvimento urbano, enfatizando o alto consumo de recursos e o impacto destrutivo nos biomas naturais.

Fiz aqui um pequeno resumo, mas recomendo a leitura do artigo completo:

1.Crise Ambiental: As cidades ocupam uma pequena porcentagem da superfície da Terra, mas consomem uma parte significativa da energia e produzem uma grande quantidade de emissões de gases de efeito estufa. Esse modelo levou à destruição de ecossistemas e biodiversidade e ao deslocamento de milhões para periferias de risco.

2. Perspectivas Indígenas: O artigo se baseia nas filosofias de pensadores indígenas como Aílton Krenak e o falecido Antônio Bispo dos Santos (Nêgo Bispo), que criticam a separação entre natureza e cultura nos ambientes urbanos. Eles defendem uma reconexão com o meio ambiente e uma reconsideração do que constitui uma cidade.

3. Visões Alternativas: Krenak e Bispo propõem que o planejamento urbano incorpore as perspectivas indígenas e quilombolas, que veem os seres humanos como parte de um ecossistema maior, e não dominantes sobre ele. Isso inclui integrar elementos naturais nos espaços urbanos e promover a sustentabilidade.

4.Percepção Pública e Política: Apesar do reconhecimento generalizado das mudanças climáticas pelos brasileiros, há uma percepção de que os governos e as corporações não estão fazendo o suficiente para enfrentar a crise. O artigo destaca a importância de desenvolver e implementar estratégias eficazes para mitigar os impactos ambientais.

5. Mudanças Culturais: Adotar um conjunto diversificado de visões de mundo, incluindo as de comunidades indígenas e tradicionais, pode levar a um desenvolvimento urbano mais equitativo e sustentável. Isso envolve desafiar a dominância das ideologias ocidentais e capitalistas e fomentar uma conexão mais profunda com a natureza.

O artigo conclui defendendo uma mudança de apenas buscar o "bem-estar" para almejar o "bem-viver", incorporando abordagens holísticas e inclusivas ao planejamento urbano que respeitem e integrem diversas perspectivas culturais e ecológicas.





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