Blog da Arquiteta Elenara Stein Leitão que, desde 2004, fala sobre arquitetura, urbanismo, interiores e design abordando assuntos ligados à sustentabilidade e uma concepção de espaços que conciliem bom gosto, funcionalidade e aconchego com um toque humano.
Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes. Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida. Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...
Gerar link
Facebook
X
Pinterest
E-mail
Outros aplicativos
Brasil ganha inédito Leão de Ouro na Bienal de Veneza. Saiba mais
Gerar link
Facebook
X
Pinterest
E-mail
Outros aplicativos
Pavilhão Brasil Bienal de Veneza 2023 foto divulgação
O Pavilhão Brasileiro "Terra" conquistou um inédito Leão de Ouro de Melhor Participação Nacional na 18ª Bienal de Arquitetura de Veneza de 2023. A curadoria foi dos arquitetos Gabriela de Matos e Paulo Tavares que são também pesquisadores com uma abordagem transversal que abrange raça, gênero, pedagogia e culturas visuais
Partindo de uma reflexão entre o Brasil de ontem, o de hoje e aquele porvir, a mostra coloca a terra no centro do debate tanto como poética quanto elemento concreto no espaço de exposição. A exposição demonstra que terras indígenas e quilombolas são os territórios mais preservados do Brasil, e assim aponta para um futuro pós-mudanças climáticas.
Gabriela de Matos e Paulo Tavares
A intervenção vencedora na 18ª Bienal de Arquitetura de Veneza "propõe repensar o passado para projetar futuros possíveis, destacando atores esquecidos pelos cânones arquitetônicos, em diálogo com a curadoria da edição, O Laboratório do Futuro".
O pavilhão inteiro foi aterrado para colocar o público em contato direto com a tradição dos territórios indígenas e quilombolas, além dos terreiros de candomblé. Elementos de habitações populares brasileiras estão presentes na mostra já na entrada no pavilhão brasileiro, em contraste com os traços modernistas do prédio.
A exposição, intitulada “Terra”, tem como objetivo questionar a história normativa da arquitetura e lançar luz sobre práticas espaciais que há muito tempo são invisíveis. Os curadores se concentram em maneiras ancestrais de lidar com a terra, buscando possibilidades mais justas e completas para o presente e o futuro. A exposição aborda questões relacionadas ao solo e ao território, propondo uma abordagem entre temas de reparação e decolonialidade com tópicos mais amplos, como descarbonização e meio ambiente. O edifício do pavilhão é transformado em uma instalação com uma cerca Sankofa na fachada e tecidos feitos pelos tecelões Alaká no interior. O piso do edifício foi coberto com terra, transformando-o em uma espécie de quintal: um convite para os visitantes pisarem em solo comum.
Sankofa é uma palavra na língua Twi de Gana que se traduz em “olhar para o passado para informar o futuro”. É frequentemente associada ao provérbio: “Não é errado voltar atrás para buscar o que foi esquecido”. O símbolo em si é representado por um coração estilizado ou por um pássaro com a cabeça virada para trás enquanto seus pés estão voltados para frente carregando um ovo precioso em sua boca. Sankofa foi adotado como um símbolo importante no contexto afro-americano e da diáspora africana para representar a necessidade de refletir sobre o passado para construir um futuro bem-sucedido .
No contexto do pavilhão brasileiro na Bienal de Arquitetura de Veneza 2023, a cerca Sankofa é um dos elementos que redefinem o edifício como parte de uma instalação site specific projetada pelos curadores.
site specific : interferência no uso do espaço de maneira tal que as pessoas que o usam sejam mais que espectadoras do trabalho, elas devem participar ativamente da proposta do artista.
A Bienal de Arquitetura de Veneza é um dos maiores eventos de design e arquitetura do mundo. O tema de 2023 é "O Laboratório do Futuro" e tem como objetivo olhar para o passado, para a nossa ancestralidade, para construir um futuro mais justo e igualitário. A escolha foi pelo fato de a África ser o berço da humanidade.
A exposição internacional tem curadoria da arquiteta Lesley Lokko e terá foco na África e sua diáspora, abordando questões históricas, econômicas, climáticas e políticas. A exposição adota o conceito de “mudança” como seu pilar essencial e traz 89 participantes, sendo mais da metade da África ou da diáspora africana.
A Bienal convida profissionais de diferentes áreas criativas a extrair ideias e experimentar novos futuros. Além disso, o programa será apoiado pelo chamado Carnival, uma série de seis meses de eventos, palestras, painéis de discussão, filmes e apresentações que aprofundarão os temas tratados na Bienal de Arquitetura de Veneza.
Passeie pelo pavilhão brasileiro neste vídeo curto.
Veja a cerimônia de premiação da Bienal de Veneza. A participação do Brasil está em 1:05:00 do vídeo.
Essa casa super simpática me lembrou de imediato duas referências: Uma, os edificios em Atenas que ficavam perto do meu hotel. Todos tinham imensas floreiras que fazia com que ficassem tão simpáticos! Mas olhando com mais foco, me veio a segunda referência. Na verdade as fachadas da frente e fundos são como segundas peles, floreiras que criam um micro clima super agradável no interior do prédio. Justo como a casa do colega Oscar Muller. Eu juro que tenho fotos no computador, mas não consegui acha-las para colocar aqui. A dele é uma casa de vila e, na parte dos fundos, tem uma cortina de metal onde as plantas, em geral trepadeiras, se mesclam e criam um efeito super interessante. Não achei mais referências sobre esse projeto no site e não sei o autor do projeto e nem como é feita a manutenção das floreiras. Em algumas se tem alcance por dentro da casa, em outras me pareceu um pouco complicado, mas o conceito é super bom. PS: O Elcio no comentário abaixo deixou o link com ...
Arquitetura....sonho dourado de muitos jovens que sonham com um futuro glamouroso e cheio de notas na conta bancária. Mas será realmente assim? Veja algumas razões de porque NÃO fazer arquitetura. 1- Principal motivo: DINHEIRO. Para os que visam a recompensa financeira em primeiro lugar: Arquitetura não é uma mina de ouro. Esqueça os figurões que vê na mídia com escritórios em Miami e Paris. Eles são a minoria da minoria. A grande maioria dos colegas arquitetos está ralando em seus escritórios ou em escritórios alheios. E ainda faz bico no fim de semana. 2- Recompensa intelectual : Tudo bem, não vou ganhar rios de dinheiro, mas vou ser reconhecido como uma pessoa criativa e maravilhosa que vive para ajudar os outros. Sim! Ajudar os amigos, parentes e conhecidos dando palpites de como eles podem arrumar suas casas e espaços. Palpite não é projeto , lembre. Sem contar que fica horas pesquisando para achar soluções interessantes e vem alguém e copia. E leva as glórias. 3- Saúde ...
Fonte Embora as fotografias de Arquitetura raramente tenham seres humanos, as representações gráficas dos projetos as tem. As calungas. Este nome esquisito foi o que aprendi a nominar a representação humana nos desenhos, a tal da escala humana, que mostra de maneira mais clara como os espaços se conformam em proporção aos nossos corpos. Fonte Hoje é muito comum que tenhamos blocos de seres humanos, animais e plantas em todos os programas gráficos. E há sites onde podemos buscar figuras das mais diversas etnias e movimentos para humanizar nossas plantas e perspectivas. Me lembrei das calungas ao falar com um colega arquiteto, bem mais jovem que eu, que me mostrou fotos de projetos da década de 80, com simpáticas figuras, simulando movimentos. E, para minha surpresa, ele nunca tinha ouvido falar do termo calunga. Como eu nunca tinha parado para pensar sobre isso, fui dar uma rápida pesquisada e achei que o termo tem origem africana e talvez tenha vindo e...
Li uma reportagem sobre as disparidades entre os modelos de desenvolvimento urbano da China e dos Estados Unidos , utilizando o contraste entre Xangai e Nova York . Enquanto a cidade americana enfrenta altos custos e obras que levam décadas devido à burocracia e processos democráticos, a metrópole chinesa executa projetos com extrema rapidez e economia . Fazendo um breve resumo sobre os dois modelos e seus resultados, cheguei a uma dúvida incomoda. 1. Introdução: O Abismo entre o Conceito e a Realidade Para qualquer habitante de uma metrópole ocidental, os tapumes de obras públicas parecem ter se tornado parte permanente do mobiliário urbano. A frustração com cronogramas que se arrastam por gerações e orçamentos que estouram antes mesmo do primeiro pilar ser erguido é um sintoma da obsolescência infraestrutural. No entanto, a série do programa Fantástico da rede Globo chamada " Entre Dois Mundos " revela que esse marasmo não é uma regra global....
Comentários
Postar um comentário
Sua opinião é super importante para nós ! Não nos responsabilizamos pelas opiniões emitidas nos comentários. Links comerciais serão automaticamente excluídos