Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

O presépio e uma história de Natal

 


Era uma vez um censo num país do Oriente Médio. Não existia IBGE nem computadores. Naquele tempo as pessoas tinham que voltar às suas aldeias e cidades de origem para serem contadas. José, um carpinteiro já de certa idade, levou sua jovem esposa, que estava grávida, para Belém. Não era uma gravidez comum. Maria era virgem e quando anunciou que estava esperando um filho, fruto de uma revelação de um anjo chamado Gabriel, João ficou com muitas dúvidas. Foi preciso muita fé para que aceitasse que poderia ser um milagre. Mas José era desses, acreditava. 


As acomodações estavam cheias, não havia vagas para aquele casal de gente pobre. Uma alma mais caridosa indicou uma estrebaria. José suspirou, mas aceitou, fazer o quê? Maria já anunciava um parto próximo, não podia se dar a luxos. Mas deve ter imaginado que rei seria aquele que nasceria em condições tão precárias. Pastores, animais, palha. Quem poderia imaginar que dali sairia alguém importante? 


Mal sabia que uma estrela nos céus já tinha anunciado a chegada do Salvador. Nesse instante três Reis Magos rumavam atrás dos sinais da estrela de Belém atrás do menino que nasceria. Eram homens de ciências da época: Belchior, Gaspar e Baltazar. levavam presentes na bagagem. Ouro, incenso e mirra. Riqueza, divindade e eternidade.


Era uma vez um dia 25 de dezembro do ano que se  considerou como inicio de uma nova era. Herodes era o rei do local, os sacerdotes os guardiões da fé e o império romano mandava no mundo conhecido. Maria e José, simples família do oriente, apenas queria um abrigo. Naquele momento ninguém sabia que carregavam uma esperança que traria tantas mudanças.
 



Nasceu o menino Jesus. 
Numa manjedoura.
Entre pastores, palha e animais.


Esta é a história do Natal que a tradição cristã comemora todo ano. O simbolismo do presépio só começou a ser representado mais tarde, com São Francisco de Assis. Dizem que foi dele o primeiro presépio, montado em uma gruta italiana, em 1223. Dizem que foi para que todos se recordassem de como se deu o nascimento daqueles que tanto incensavam. 


De lá para cá o Natal se tornou um feriado importante, uma das datas mais lucrativas da sociedade. O hábito de se dar presentes, a figura do Papai Noel, uma invenção de uma empresa de refrigerantes sobre a figura de um santo, tomou o lugar da verdadeira celebração.

Não a toa, as pessoas ficam emotivas, lembram de momentos felizes da infância, pensam no que poderiam ter feito diferente em suas vidas. Se trocam presentes, comem bastante, bebem e já esquecem tudo para voltar às suas velhas rotinas.


O aniversariante?
Fica embaladinho nos presépios onde muitos ainda se lembram da origem da data.

Interessante que tantos que passam o ano louvando seu Santo Nome, esqueçam sua verdadeira mensagem: amem-se uns aos outros. Não façam aos outros, o que não gostariam que fizessem contigo. 

E...não esqueçam de abrigar pessoas com necessidades. 












 Imagens dos presépios : Pinterest e pixabay

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