Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Uma reforma que transforma um apartamento em uma floresta urbana

Apartamento floresta

Uma região com uma vista bonita no centro histórico Quito, no Equador. Um apartamento da década de 70, com 112 m2. Um arquiteto Aquiles Jarrín e seus clientes. O resultado é uma mistura inusitada de caos organizado, estrutura exposta e misturada aos móveis, espaços fluídos e até um tanque onde se pode relaxar na água dentro da sala. Mas tudo isso de uma maneira tão caoticamente criativa que chamou a atenção de várias publicações que expuseram o projeto exatamente por fugir ao convencional. 


Nos stories de seu instagram, Aquiles mostra a execução e um detalhe na primeira foto me chama a atenção: ele monta sua mesa no apartamento em demolição e trabalha in loco. A medida que as paredes caem e a estrutura se revela, as novas formas vão se delineando em que as estruturas de concreto e as de ferro se mesclam no conceito de uma floresta, onde as "colunas árvores" vão crescendo ou sendo derrubadas e criam novos espaços de convivência fluídos e ricos. 
  

Os espaços abertos, às vezes fechados por cortinas, se necessários, deixam a luz e o vento passear pelo apartamento, abastecendo a alma/corpo dos moradores e as plantas.

Planta baixa

Falando em planta, a planta baixa do apartamento revela a aparente loucura e anticonvencionalismo de um espaço único. 



Não sei vocês, mas me encanta esse processo criativo de transformar o comum em algo totalmente novo e que seja a cara dos clientes. Um espaço incrível, rico, em plena cidade, um mundo novo e cheio de possibilidades de vida e de estar. 



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