Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

Imagem
Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Uma reforma que transforma um apartamento em uma floresta urbana

Apartamento floresta

Uma região com uma vista bonita no centro histórico Quito, no Equador. Um apartamento da década de 70, com 112 m2. Um arquiteto Aquiles Jarrín e seus clientes. O resultado é uma mistura inusitada de caos organizado, estrutura exposta e misturada aos móveis, espaços fluídos e até um tanque onde se pode relaxar na água dentro da sala. Mas tudo isso de uma maneira tão caoticamente criativa que chamou a atenção de várias publicações que expuseram o projeto exatamente por fugir ao convencional. 


Nos stories de seu instagram, Aquiles mostra a execução e um detalhe na primeira foto me chama a atenção: ele monta sua mesa no apartamento em demolição e trabalha in loco. A medida que as paredes caem e a estrutura se revela, as novas formas vão se delineando em que as estruturas de concreto e as de ferro se mesclam no conceito de uma floresta, onde as "colunas árvores" vão crescendo ou sendo derrubadas e criam novos espaços de convivência fluídos e ricos. 
  

Os espaços abertos, às vezes fechados por cortinas, se necessários, deixam a luz e o vento passear pelo apartamento, abastecendo a alma/corpo dos moradores e as plantas.

Planta baixa

Falando em planta, a planta baixa do apartamento revela a aparente loucura e anticonvencionalismo de um espaço único. 



Não sei vocês, mas me encanta esse processo criativo de transformar o comum em algo totalmente novo e que seja a cara dos clientes. Um espaço incrível, rico, em plena cidade, um mundo novo e cheio de possibilidades de vida e de estar. 



Nos siga também nas redes sociais

Twitter Flipboard Facebook Instagram Pinterest

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cortina verde na fachada

DIREITO À PAISAGEM

Processo da Arquitetura

10 motivos para NÃO fazer arquitetura