Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Testando o app Mood

Cada vez mais o painel semântico ou moodboard é usado como ferramenta de comunicação de ideias entre profissionais de criação e clientes. Uma ferramenta gráfica que expressa conceitos, ou mesmo uma explanação do que vai ter em determinado projeto, para que o futuro usuário possa entender as propostas do arquiteto ou designer de interiores.

Vários aplicativos podem ser usados para agilizar essa ferramenta de comunicação. Quando comecei a profissão, a gente usava colagens e desenhos. Agora as possibilidades aumentaram bastante, seja para definir estilos, seja para compor o foco da ideia a ser desenvolvida.

Hoje testei um desses aplicativos, o Mood da ArqExpress aqui de Porto Alegre. Já tinha visto referências nos stories do instagram. Durante o período de quarentena forçada fiz uma mentoria de consultoria online com a arquiteta Renata Pocztaruk, não só para ter uma ideia de como anda o mercado, mas também para me atualizar. É sempre bom um olhar renovado sobre a profissão para que não se cristalize posturas. É salutar assumir novos desafios.  

Testei o Mood no Android. Soube que ele funciona melhor no Apple. Mas achei bem operacional. Na versão free permite fazer três quadros e tem uma série de limitações de materiais. Como fiz o curso citado acima, ganhei um mês com mais recursos. (Dica: ele está com um preço ótimo durante a quarentena. Vale a pena para quem queira conhecer. Isso não é jabá, não. Achei uma ferramenta que vale explorar mesmo e vou dizer porquê .)  
Comecei brincando mesmo. Já tinha feito dois testes na versão free. Tem bastante diferença na versão paga, mesmo a intermediária. A principal delas e que, para mim, vale o aplicativo, é a precificação de muitos dos materiais e objetos que se pode utilizar. Na versão mais top, parece que será possível colocar materiais próprios, mas não tenho certeza.  
Fiz uma proposta de consultoria para uma sala de homem solteiro, morando só, mas com namorada, que curte viagens e leitura. Trabalha em casa e adora plantas.

Se pode escolher o tamanho do quadro, há a possibilidade de se colocar um reticulado que sempre ajuda a organizar os móveis e revestimentos. Abaixo há uma linha com várias categorias, quando se clica em uma delas, surgem várias possibilidades de produtos. E bacana que muitos vem com preço (que também podem ser consultados na lista de produtos). É bem interativo e fácil de manipular.

Quando se clica sobre um produto, ele é colocado no quadro e se pode mexer no tamanho, enviar para trás, para frente, rotacionar, ajustar várias formas. 
  

Dificuldades nessa hora: no meu tablet a visibilidade das categorias ficou um pouco encoberta, nada muito grave. Senti falta de um local onde buscar algo sem ter que correr tudo. Pode ser falha minha de não achar. Mas se existe, não está tão visível.

Ele também travou um pouco e tive que clicar várias vezes para fazer uma operação algumas vezes. Nada que atrapalhe muito, mas meu lado ariana que detesta esperar, se estressa um pouco com isso. Pode ser problema de memória do meu aparelho. Não tenho como saber.

Depois de pronto se pode salvar em pdf e (maravilha) ele sai com uma lista dos materiais e preços, dando uma ideia aproximada de custos para a sala.

No meu caso, ficou salgada, mas eu não estava limitando preços. Mas com a lista de produtos, daria para selecionar opções mais em conta, se fosse uma necessidade do cliente.  


Em um dos modelos salvos em pdf, ele não salvou um móvel. Tive que voltar e salvar de novo e aí tudo OK. Creio que são pequenos detalhes que serão corrigidos.  

No geral achei uma ferramenta interessante para agilizar o trabalho profissional e para quem trabalha com consultoria, é uma mão na roda porque poupa tempo.

Não sei se o preço contempla apenas Porto Alegre e região sul. E se em outras regiões se pode colocar os preços regionais.

Enfim, algo a ser explorado.

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