MG08 habitação flexível

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Habitar uma casa movimenta uma série de sonhos e emoções. Possuir uma casa evoca ancestrais desejos de segurança. Mas nem sempre as necessidades permanecem as mesmas. As situações de fora e de dentro se modificam e pedem espaços que sejam flexíveis. A Maria Guerrero, também conhecida como MG08 em Madri, projetada pelo Studio Burr , foi pensada para ser uma habitação que possa ser transformada de acordo com essas novas necessidades dos moradores.   María Guerrero é uma casa que nasceu dividida em duas. Para poderem arcar com os custos de aquisição e construção, os habitantes deste empreendimento iniciam a sua vida neste espaço ocupando metade da casa e alugando a outra metade como habitação independente. Apesar da narrativa interessante, me pareceu muito com essas casas geminadas onde se coloca uma parede no meio, que pode ser removível se houver interesse em unir os espaços. Algo que já vem sendo usado e que, com um nome interessante, chama mais a atenção.  Segundo o site dos arquiteto

Abrigo para um escritor


Escrever. 

O ato de retratar o mundo real ou imaginário com a sua versão.

O espaço do escritor. 

O lugar onde ele se encontra com a sua capacidade criativa, onde pode se isolar ou pode simplesmente ler e pesquisar. Um abrigo em um quintal para alguém que mergulha na mitologia e literatura infantil. Um refúgio onde se possa estar em um mundo de letras, imagens e frases. Um paraíso em minha concepção.


Sempre me debrucei sobre o ato de escrever. É um trabalho. Diferente talvez da concepção normal do que significa laborar. Gosto da descrição que o escritor Amós Oz faz sobre o seu jeito de escrever:
“Acordo por volta das 5h e vou caminhar pelo deserto próximo a minha casa. O deserto coloca as coisas nos seus devidos lugares: dá-nos um senso de proporção, de critério. Todo mundo deveria ter uma experiência sensível dessa proporção. Depois tomo café e vou escrever. Uso sempre caneta, pois gosto de senti-la entre os dedos. Escrever é um ato sensual. Depois do almoço, às vezes, desfaço tudo e reescrevo. Sou uma pessoa mais do dia do que da noite”.




Usando materiais simples como o cedro no exterior, a cor branca que ilumina, a lareira que aconchega e a claraboia que traz a luz tão necessária aos olhos e mentes de quem escreve, o escritório inglês WSD Architecture concebeu e executou um refúgio ao mesmo tempo mágico e funcional. Tudo isso dentro de um orçamento e tempos limitados.  




Projeto relativamente simples mas gostoso. 



Arquitetura: WSD Architecture
Fotos : Wai Ming Ng



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