Blog da Arquiteta Elenara Stein Leitão que, desde 2004, fala sobre arquitetura, urbanismo, interiores e design abordando assuntos ligados à sustentabilidade e uma concepção de espaços que conciliem bom gosto, funcionalidade e aconchego com um toque humano.
Estava em uma conversa em um aplicativo de mensagens (aquele mesmo que quase todos usam) quando surgiu o assunto sobre uma rua bem famosa daqui. E eu disse que não me sentia segura ao andar por ela. Que tinha uma percepção de insegurança. E a resposta foi que seria talvez uma visão pessoal. Como sei que a visão (e experiência) das mulheres sobre o que é uma cidade segura pode ser diferente das visões masculinas, fui pesquisar a respeito em artigos acadêmicos e governamentais recentes para entender mais sobre a realidade. É mesmo percepção pessoal. Ou.... Pesquisa do Instituto Patrícia Galvão em parceria com o Instituto Locomotiva, divulgada em setembro de 2024, mostrou um dado alarmante: que 97% das brasileiras sentem medo de sofrer violência quando se deslocam pela cidade. A mesma pesquisa aponta que 71% das mulheres já sofreram algum tipo de violência durante seus deslocamentos urbanos. Entre mulheres negras e LBT, os índices sobem ainda mais. Isso não é sensação isolada. Se per...
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Design em poucas palavras e um debate sobre EAD
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"Você é um pouco pós-moderno ou pertence à Bauhaus? Assista a 6 vídeos sobre os famosos movimentos de design ao longo da história."
Esta a chamada de uma série que descobri no you tube da Open University que é, segundo a sua descrição, "fornecedora líder mundial de diplomas on-line flexíveis e de alta qualidade e ensino à distância, atendendo a alunos de todo o mundo com qualificações de grau altamente respeitadas e com o MBA com credenciamento triplo" Abaixo um dos vídeos.
São vídeos básicos, bem feitinhos e podem ser um meio de chamar a atenção para o assunto. Mas (e aí vão as minhas ressalvas ao conhecimento que adquirimos via redes sociais e internet) é preciso entender que não se propõem a trazer profundidade. Ah! Mas então é ruim o EAD (Ensino a distância) ou aprender por técnicas novas? Claro que não, o conhecimento é sempre bem vindo e devemos estar alinhados com as novas tecnologias. A questão é: substitui completamente a presença face a face com colegas e mestres?
Estamos reativando debates no grupo de arquitetura (lembram dos grupos do yahoo?? Ainda existem embora algumas hibernações). Um deles é sobre o EAD na arquitetura. Abaixo algumas opiniões, começando pela minha:
"Independente de concordarmos ou não, eles estão aí. Já são 6 pelo que li e fico me perguntando que tipo de profissional estamos formando e para que papel.
Destaquei um trecho do texto " Piorando esse panorama, desde que o MEC autorizou que 20% do conteúdo fosse ministrado em EaD, a maioria das escolas vem buscando modos de adotar essa modalidade, frequentemente substituindo disciplinas teóricas e de formação crítica sem sequer exigir o acompanhamento à distância de um professor. Comumente, o modelo de EaD praticado no país se baseia em vídeo aulas e exercícios online, ao contrário de centros de excelência estrangeiros, que mantém verdadeiras salas de aula virtuais, com professores e alunos ativos."
Embora as listas de arquitetura na redes sociais gire em torno de cad e renders, também noto profissionais se voltando ao desenho a mão como forma de desenvolvimento de projeto e também de apresentação. E vejo também coletivos com propostas de ações em cidades através de caminhadas e interações com os espaços práticos de vida.
Então: como se daria essa arquitetura ensinada à distância? Há maneiras de reagir a isso? Como? Ou pelo menos interagir de forma mais criativa? Inquietações e necessidade de retomar o contato com pesquisa e teoria.
E entre as mensagens, destaco a do colega Kleber Costa, acenando com:
"Acho que a pergunta de 1 milhão de dólares é, como aprender arquitetura e urbanismo por EAD?
Mas a verdade, é que não temos um EAD que faça jus aos avanços tecnológicos dos dias atuais.
Entender EAD como vídeo aulas, fóruns e quis é perca de tempo. Muitos veem o ensino a distância como uma grande sala de aula, muitos não entendem as novas gerações e as novas interações, e com isso não conseguem extrair o máximo potencial que elas oferecem.
O EAD não pode ser solitário. Não pode ser difícil de usar, pode ser complexo por trás, mas de interface simples e intuitiva. Deve oferecer vários caminhos para se chegar ao mesmo resultado, nem todos pensam igual. Não pode ser linear, Deve ser orientado a tarefas práticas. Deve permitir a interação virtual em tempo real com orientação. Deve abusar das novas tecnologias principalmente, realidade aumentada. Deve ter interação total com os smartphones para que o ensino não fique preso somente a uma tela de computador.
É completamente possível criar cursos para formação de profissionais com alta tecnologia e excelente conteúdo desde que repensemos a educação e o aprendizado por EAD de uma forma completamente diferente do que vemos hoje."
E aí? O que acham?
Em tempo, o conjunto de seis vídeos é bem legal para iniciar o assunto sobre os movimentos do design. Que outros meios poderiam acrescentar conhecimento? Viagens virtuais, conferências via chat???
Debate interessante.
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Como é o processo projetual de um/a Arquiteto/a? Difícil de mensurar. Me lembro quando estava no mestrado, tinha gente pesquisando os tais processos de qualidade. Para mim, mensurar quantitativamente o processo de projetar, na época, me parecia surreal. Já escrevi aqui um chamado sobre "Como você projeta? " onde expliquei mais ou menos como funciona o meu processo. E agora achei um guia rápido falando sobre isso nesse site , descrevendo exatamente o Processo de Projetar. Vale a visita para visualizar a quantidade de material gerado por um projeto. Vamos passear por ele? Passo 1: Entrevista e discussões iniciais Esse passo é fundamental. Na minha experiência profissional já posso até dizer quando um projeto vai dar certo ou não. É preciso empatia com o proprietário. Não, não se precisa pensar igual, nem quer dizer que vamos ficar amigões, mas é preciso uma cumplicidade e empatia para atingir um objetivo comum. E, fundamental, é a eta...
Arquitetura....sonho dourado de muitos jovens que sonham com um futuro glamouroso e cheio de notas na conta bancária. Mas será realmente assim? Veja algumas razões de porque NÃO fazer arquitetura. 1- Principal motivo: DINHEIRO. Para os que visam a recompensa financeira em primeiro lugar: Arquitetura não é uma mina de ouro. Esqueça os figurões que vê na mídia com escritórios em Miami e Paris. Eles são a minoria da minoria. A grande maioria dos colegas arquitetos está ralando em seus escritórios ou em escritórios alheios. E ainda faz bico no fim de semana. 2- Recompensa intelectual : Tudo bem, não vou ganhar rios de dinheiro, mas vou ser reconhecido como uma pessoa criativa e maravilhosa que vive para ajudar os outros. Sim! Ajudar os amigos, parentes e conhecidos dando palpites de como eles podem arrumar suas casas e espaços. Palpite não é projeto , lembre. Sem contar que fica horas pesquisando para achar soluções interessantes e vem alguém e copia. E leva as glórias. 3- Saúde ...
Das casas onde vivi, umas onze pelo que lembro, guardo algumas na memória de maneira mais vívida. A primeira que me lembro é a única que não existe mais. Não tenho recordações em fotos, apenas algumas com nesgas de imagens. Ela mora mesmo é dentro de mim. Anos atrás fiz uma planta rascunhada de memória. Não tem escala, vejam bem, eu tinha dois anos quando fui morar ali. Saí com seis. Mas os espaços são claros em minha lembrança. Era uma casa grande. O dono, pois era alugada, era um médico alemão, o projeto era limpo e devia seguir os padrões da época. Ficava no cimo de um morro. Isso, por si só, já lhe conferia uma certa majestade. Seu muro alto, mas que não a escondia, era cheio de uma força vigorosa, mas transparente. Para entrar, se subia por uma escada curva. Não existia acessibilidade naquela época. Eram os anos 60. A vida vibrava em ousadias em algum lugar do planeta. Não ainda na pequena cidade onde eu morava. Ali tudo ainda era vivido com magia e encantamento. Na ent...
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