MG08 habitação flexível

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Habitar uma casa movimenta uma série de sonhos e emoções. Possuir uma casa evoca ancestrais desejos de segurança. Mas nem sempre as necessidades permanecem as mesmas. As situações de fora e de dentro se modificam e pedem espaços que sejam flexíveis. A Maria Guerrero, também conhecida como MG08 em Madri, projetada pelo Studio Burr , foi pensada para ser uma habitação que possa ser transformada de acordo com essas novas necessidades dos moradores.   María Guerrero é uma casa que nasceu dividida em duas. Para poderem arcar com os custos de aquisição e construção, os habitantes deste empreendimento iniciam a sua vida neste espaço ocupando metade da casa e alugando a outra metade como habitação independente. Apesar da narrativa interessante, me pareceu muito com essas casas geminadas onde se coloca uma parede no meio, que pode ser removível se houver interesse em unir os espaços. Algo que já vem sendo usado e que, com um nome interessante, chama mais a atenção.  Segundo o site dos arquiteto

Design em poucas palavras e um debate sobre EAD



"Você é um pouco pós-moderno ou pertence à Bauhaus? Assista a 6 vídeos sobre os famosos movimentos de design ao longo da história."

Esta a chamada de uma série que descobri no you tube da Open University que é, segundo a sua descrição, "fornecedora líder mundial de diplomas on-line flexíveis e de alta qualidade e ensino à distância, atendendo a alunos de todo o mundo com qualificações de grau altamente respeitadas e com o MBA com credenciamento triplo"

Abaixo um dos vídeos. 

São vídeos básicos, bem feitinhos e podem ser um meio de chamar a atenção para o assunto. Mas (e aí vão as minhas ressalvas ao conhecimento que adquirimos via redes sociais e internet) é preciso entender que não se propõem a trazer profundidade. Ah! Mas então é ruim o EAD (Ensino a distância) ou aprender por técnicas novas? Claro que não, o conhecimento é sempre bem vindo e devemos estar alinhados com as novas tecnologias. A questão é: substitui completamente a presença face a face com colegas e mestres?   


Estamos reativando debates no grupo de arquitetura (lembram dos grupos do yahoo?? Ainda existem embora algumas hibernações). Um deles é sobre o EAD na arquitetura. Abaixo algumas opiniões, começando pela minha: 

"Independente de concordarmos ou não, eles estão aí. Já são 6 pelo que li e fico me perguntando que tipo de profissional estamos formando e para que papel.

Destaquei um trecho do texto " Piorando esse panorama, desde que o MEC autorizou que 20% do conteúdo fosse ministrado em EaD, a maioria das escolas vem buscando modos de adotar essa modalidade, frequentemente substituindo disciplinas teóricas e de formação crítica sem sequer exigir o acompanhamento à distância de um professor. Comumente, o modelo de EaD praticado no país se baseia em vídeo aulas e exercícios online, ao contrário de centros de excelência estrangeiros, que mantém verdadeiras salas de aula virtuais, com professores e alunos ativos."

Embora as listas de arquitetura na redes sociais gire em torno de cad e renders, também noto profissionais se voltando ao desenho a mão como forma de desenvolvimento de projeto e também de apresentação. E vejo também coletivos com propostas de ações em cidades através de caminhadas e interações com os espaços práticos de vida.

Então: como se daria essa arquitetura ensinada à distância? Há maneiras de reagir a isso? Como? Ou pelo menos interagir de forma mais criativa? Inquietações e necessidade de retomar o contato com pesquisa e teoria.

E entre as mensagens, destaco a do colega Kleber Costa, acenando com:

"Acho que a pergunta de 1 milhão de dólares é, como aprender arquitetura e urbanismo por EAD?

Mas a verdade, é que não temos um EAD que faça jus aos avanços tecnológicos dos dias atuais.

Entender EAD como vídeo aulas, fóruns e quis é perca de tempo. Muitos veem o ensino a distância como uma grande sala de aula, muitos não entendem as novas gerações e as novas interações, e com isso não conseguem extrair o máximo potencial que elas oferecem.

O EAD não pode ser solitário. Não pode ser difícil de usar, pode ser complexo por trás, mas de interface simples e intuitiva. Deve oferecer vários caminhos para se chegar ao mesmo resultado, nem todos pensam igual. Não pode ser linear, Deve ser orientado a tarefas práticas. Deve permitir a interação virtual em tempo real com orientação. Deve abusar das novas tecnologias principalmente, realidade aumentada. Deve ter interação total com os smartphones para que o ensino não fique preso somente a uma tela de computador.

É completamente possível criar cursos para formação de profissionais com alta tecnologia e excelente conteúdo desde que repensemos a educação e o aprendizado por EAD de uma forma completamente diferente do que vemos hoje."

E aí? O que acham? 

Em tempo, o conjunto de seis vídeos é bem legal para iniciar o assunto sobre os movimentos do design. Que outros meios poderiam acrescentar conhecimento? Viagens virtuais, conferências via chat??? 

Debate interessante.



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