A cidade também envelhece. E a casa, às vezes, envelhece antes de nós

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Como arquiteta, tenho uma certa implicância com a ideia de que minha profissão seja apontada como algo que começa, e as vezes termina, essencialmente na estética. Talvez porque, depois de tantos anos de prática, trabalhando com espaços internos e externos, e as pessoas que ali vivem e circulam, tenha ficado cada vez mais evidente para mim que uma porta, uma escada, uma calçada ou uma janela podem interferir muito mais na vida de alguém do que aquilo que aparece nas fotografias dos projetos. Quando falamos de envelhecimento, isso fica ainda mais evidente. A realidade nos mostra que o Brasil está envelhecendo rapidamente. Aquela pirâmide etária que aprendemos a desenhar nos livros de geografia já não representa o país que temos. E ainda estamos tentando entender o que isso significa para as nossas casas, para as nossas cidades e para o sistema de saúde. Eu costumo pensar que há uma pergunta simples por trás de tudo isso: onde queremos envelhecer? A resposta da maioria das p...

Bio tijolo feito à base de urina humana

Tijolo feito de urina??? Este título me chamou a atenção neste artigo que li AQUI e fui ler com mais calma. Tenho o hábito de pesquisar novidades e novas tecnologias no campo da construção e arquitetura e gosto de compartilhar com que me lê.
Dr. Dyllon Randall e seus alunos, Vukheta Mukhari e Suzanne Lambert


Alunos sul africanos, sob orientação do pesquisador Dr Dyllon Randall da Universidade da Cidade do Cabo desenvolveram um tijolo inovador que mistura areia, bactérias e urina humana.

Segundo os pesquisadores, quando se mistura a urina com as areias e bactérias, a reação química produz carbonato de cálcio. Este processo é análogo ao da formação dos corais nos oceanos.

Um processo de fabricação que reutiliza um resíduo humano (cerca de 25 a 30 litros de urina coletada em banheiros públicos para cada tijolo), que é usada primeiramente para produzir um fertilizante sólido. O liquido que resta passa pelo processo onde as bactérias, através da produção de uma enzima, separam a ureia da urina, formando então o carbonato de cálcio. Este faz com que a areia se solidifique, formando tijolos bastante duros que não necessitam de queima, e que são feitos na temperatura ambiente. 

O odor forte da amônia é um dos senões, mas segundo os pesquisadores, ele acaba em 48 horas.
Pesquisas abrem novos olhares para possibilidades que podem solucionar problemas de moradia e de acesso à materiais. Se vamos construir com nossos próprios resíduos, só o futuro dirá, mas abrir a porta aos aproveitamentos de sobras consideradas nada nobres, pode mudar conceitos e fazer do excremento uma nova possibilidade a ser explorada.

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