Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Bio tijolo feito à base de urina humana

Tijolo feito de urina??? Este título me chamou a atenção neste artigo que li AQUI e fui ler com mais calma. Tenho o hábito de pesquisar novidades e novas tecnologias no campo da construção e arquitetura e gosto de compartilhar com que me lê.
Dr. Dyllon Randall e seus alunos, Vukheta Mukhari e Suzanne Lambert


Alunos sul africanos, sob orientação do pesquisador Dr Dyllon Randall da Universidade da Cidade do Cabo desenvolveram um tijolo inovador que mistura areia, bactérias e urina humana.

Segundo os pesquisadores, quando se mistura a urina com as areias e bactérias, a reação química produz carbonato de cálcio. Este processo é análogo ao da formação dos corais nos oceanos.

Um processo de fabricação que reutiliza um resíduo humano (cerca de 25 a 30 litros de urina coletada em banheiros públicos para cada tijolo), que é usada primeiramente para produzir um fertilizante sólido. O liquido que resta passa pelo processo onde as bactérias, através da produção de uma enzima, separam a ureia da urina, formando então o carbonato de cálcio. Este faz com que a areia se solidifique, formando tijolos bastante duros que não necessitam de queima, e que são feitos na temperatura ambiente. 

O odor forte da amônia é um dos senões, mas segundo os pesquisadores, ele acaba em 48 horas.
Pesquisas abrem novos olhares para possibilidades que podem solucionar problemas de moradia e de acesso à materiais. Se vamos construir com nossos próprios resíduos, só o futuro dirá, mas abrir a porta aos aproveitamentos de sobras consideradas nada nobres, pode mudar conceitos e fazer do excremento uma nova possibilidade a ser explorada.

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