Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

Imagem
Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Guardando livros com amor

Ontem estive em um lançamento de um livro de uma amiga. 

Sim, as pessoas escrevem livros impressos. E sim, pessoas leem livros de papel. E debatem sobre eles. Há clubes e rodas de leituras para impregnar as pessoas de outras visões, outras sensibilidades, outros universos que passam ao largo em nossas vidas atribuladas e domadas em bolhas de convívio social, seja real, seja virtual.
"O livro não pertence a ninguém, só a si mesmo: é mais adorniano do que o próprio Adorno imaginou. "Gustavo Melo Czekster
Um dos aspectos mais fascinantes da leitura é que proporciona um mergulho que poucas criações mobilizam em forma de sentidos humanos. Nossa visão, nossa capacidade de imaginação, nossas memórias e vivências são tocadas. E muitas histórias passam a ter uma nova percepção: a do leitor que se apropria. Quem já não se pegou tentado a brigar com o autor pelo rumo de um personagem ou enredo? Quem já não se sentiu descrito pelas palavras e comportamento quase como se "poderia ter escrito isso!".

Por isso talvez o fascínio pelas rodas de debates onde se pode entender não apenas o processo criativo, mas transcender o livro e questionar certezas, em uma troca generosa de visões, certezas e dúvidas. E isso gera crescimento.

"Livro, quando te fecho, abro a vida". Pablo Neruda
Com essa ode ao livro passamos aos locais onde podemos armazena-los. Sim, porque indubitavelmente, muitos leitores ávidos são também acumuladores.

Corredores: não são apenas passagens. São caminhos que podem levar à outros mundos...
Acumuladores com pouco espaço necessitam de recursos especiais. Há quem tenha condições de até comprar imóveis só para a sua biblioteca. Outros podem optar por um projeto especial para guardar seus livros. 
Renovação e sustentabilidade com reaproveitamento de objetos usados. Aqui uma escada serve de suporte à biblioteca.
Memória afetiva - antigas molduras servindo como prateleiras em paredes, preservando não apenas quadros ou fotos, mas palavras de pessoas que fizeram e fazem sentido. 

Espaços pequenos - Um canto qualquer do caminho pode guardar tesouros
Espaços grandes - pés direitos altos podem ser aproveitados com escadas móveis para guardar livros que não se lê todo dia.

E escadas podem ser usadas como simpáticas prateleiras. A imaginação, como nos livros, não tem limites.

Fontes das imagens : Pinterest, Allwillsee

Mais ideias de como guardar livros AQUI 

PS : O livro do lançamento se chama Zona de Desconforto e recomendo a leitura. 


Gostou? Compartilhe em suas redes sociais Nos siga também nos outros canais

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cortina verde na fachada

10 motivos para NÃO fazer arquitetura

Calungas, a representação da escala nos desenhos

Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto