Blog da Arquiteta Elenara Stein Leitão que, desde 2004, fala sobre arquitetura, urbanismo, interiores e design abordando assuntos ligados à sustentabilidade e uma concepção de espaços que conciliem bom gosto, funcionalidade e aconchego com um toque humano.
Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...
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Guardando livros com amor
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Ontem estive em um lançamento de um livro de uma amiga.
Sim, as pessoas escrevem livros impressos. E sim, pessoas leem livros de papel. E debatem sobre eles. Há clubes e rodas de leituras para impregnar as pessoas de outras visões, outras sensibilidades, outros universos que passam ao largo em nossas vidas atribuladas e domadas em bolhas de convívio social, seja real, seja virtual.
"O livro não pertence a ninguém, só a si mesmo: é mais adorniano do que o próprio Adorno imaginou. "Gustavo Melo Czekster
Um dos aspectos mais fascinantes da leitura é que proporciona um mergulho que poucas criações mobilizam em forma de sentidos humanos. Nossa visão, nossa capacidade de imaginação, nossas memórias e vivências são tocadas. E muitas histórias passam a ter uma nova percepção: a do leitor que se apropria. Quem já não se pegou tentado a brigar com o autor pelo rumo de um personagem ou enredo? Quem já não se sentiu descrito pelas palavras e comportamento quase como se "poderia ter escrito isso!".
Por isso talvez o fascínio pelas rodas de debates onde se pode entender não apenas o processo criativo, mas transcender o livro e questionar certezas, em uma troca generosa de visões, certezas e dúvidas. E isso gera crescimento.
"Livro, quando te fecho, abro a vida". Pablo Neruda
Com essa ode ao livro passamos aos locais onde podemos armazena-los. Sim, porque indubitavelmente, muitos leitores ávidos são também acumuladores.
Corredores: não são apenas passagens. São caminhos que podem levar à outros mundos...
Acumuladores com pouco espaço necessitam de recursos especiais. Há quem tenha condições de até comprar imóveis só para a sua biblioteca. Outros podem optar por um projeto especial para guardar seus livros.
Renovação e sustentabilidade com reaproveitamento de objetos usados. Aqui uma escada serve de suporte à biblioteca.
Memória afetiva - antigas molduras servindo como prateleiras em paredes, preservando não apenas quadros ou fotos, mas palavras de pessoas que fizeram e fazem sentido.
Espaços pequenos - Um canto qualquer do caminho pode guardar tesouros
Espaços grandes - pés direitos altos podem ser aproveitados com escadas móveis para guardar livros que não se lê todo dia. E escadas podem ser usadas como simpáticas prateleiras. A imaginação, como nos livros, não tem limites.
Essa casa super simpática me lembrou de imediato duas referências: Uma, os edificios em Atenas que ficavam perto do meu hotel. Todos tinham imensas floreiras que fazia com que ficassem tão simpáticos! Mas olhando com mais foco, me veio a segunda referência. Na verdade as fachadas da frente e fundos são como segundas peles, floreiras que criam um micro clima super agradável no interior do prédio. Justo como a casa do colega Oscar Muller. Eu juro que tenho fotos no computador, mas não consegui acha-las para colocar aqui. A dele é uma casa de vila e, na parte dos fundos, tem uma cortina de metal onde as plantas, em geral trepadeiras, se mesclam e criam um efeito super interessante. Não achei mais referências sobre esse projeto no site e não sei o autor do projeto e nem como é feita a manutenção das floreiras. Em algumas se tem alcance por dentro da casa, em outras me pareceu um pouco complicado, mas o conceito é super bom. PS: O Elcio no comentário abaixo deixou o link com ...
Arquitetura....sonho dourado de muitos jovens que sonham com um futuro glamouroso e cheio de notas na conta bancária. Mas será realmente assim? Veja algumas razões de porque NÃO fazer arquitetura. 1- Principal motivo: DINHEIRO. Para os que visam a recompensa financeira em primeiro lugar: Arquitetura não é uma mina de ouro. Esqueça os figurões que vê na mídia com escritórios em Miami e Paris. Eles são a minoria da minoria. A grande maioria dos colegas arquitetos está ralando em seus escritórios ou em escritórios alheios. E ainda faz bico no fim de semana. 2- Recompensa intelectual : Tudo bem, não vou ganhar rios de dinheiro, mas vou ser reconhecido como uma pessoa criativa e maravilhosa que vive para ajudar os outros. Sim! Ajudar os amigos, parentes e conhecidos dando palpites de como eles podem arrumar suas casas e espaços. Palpite não é projeto , lembre. Sem contar que fica horas pesquisando para achar soluções interessantes e vem alguém e copia. E leva as glórias. 3- Saúde ...
Fonte Embora as fotografias de Arquitetura raramente tenham seres humanos, as representações gráficas dos projetos as tem. As calungas. Este nome esquisito foi o que aprendi a nominar a representação humana nos desenhos, a tal da escala humana, que mostra de maneira mais clara como os espaços se conformam em proporção aos nossos corpos. Fonte Hoje é muito comum que tenhamos blocos de seres humanos, animais e plantas em todos os programas gráficos. E há sites onde podemos buscar figuras das mais diversas etnias e movimentos para humanizar nossas plantas e perspectivas. Me lembrei das calungas ao falar com um colega arquiteto, bem mais jovem que eu, que me mostrou fotos de projetos da década de 80, com simpáticas figuras, simulando movimentos. E, para minha surpresa, ele nunca tinha ouvido falar do termo calunga. Como eu nunca tinha parado para pensar sobre isso, fui dar uma rápida pesquisada e achei que o termo tem origem africana e talvez tenha vindo e...
Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...
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