Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Casa com materiais baratos e muito espaço


"Você não tem que construir uma casa com materiais muito caros para conseguir algo realmente rico e revigorante.
Foi com essa concepção que o arquiteto Jonathan Lake projetou e construiu a sua casa de 170 m2 na Austrália. Aparentemente pequena, ela revela generosos espaços no seu interior.



E já começa na entrada e na opção de trocar a garagem por um caminho ajardinado por onde se entra, lentamente, na residência. Uma proposta quase inusitada em tempos de predominância ainda do transporte automotivo individual. Mas o arquiteto faz a comparação com o custo de uma garagem em orçamentos mais apertados e chega a conclusão que a troca é válida. Obviamente ele tem um local onde deixar seu automóvel com segurança. Uma viela nos fundos que é usada quase como um estacionamento particular.

A casa é formada por dois blocos. O térreo tem paredes de concreto e abriga as áreas de uso comum. Simbolicamente usa da força do material para representar a vida privada do refúgio.  

No segundo pavimento, que repousa sobre a caixa de concreto, estão as áreas de uso privado da família e o projeto privilegia a conexão com a vista da cidade, fazendo com que as pessoas usufruam do entorno. Os materiais usados são madeira reciclada e tijolos aparentes.

O arquiteto usou conceitos de ventilação natural, aproveitando as aberturas para as trocas de ar, economizando assim no uso de condicionadores de ar.


Nos móveis também foram usados acabamentos econômicos como laminados e compensados.
"Eu gosto do processo de concepção, pois é um pouco como uma aventura. Você começa com algumas ideias, e onde vai acabar não é necessariamente onde você pensou que seria no início. Tantas coisas entram em jogo; orçamento, as autoridades locais, tempo e disponibilidade de materiais Mas isso é divertido."

(Via )

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