Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

A volta das cozinhas fechadas?

As cozinhas compartimentadas estarão voltando? Depois das famosas cozinhas americanas praticamente ganharem a preferência dos moradores, principalmente de pequenos apartamentos, parece estar havendo uma volta à procura por imóveis com as cozinhas "fechadas". Pelo menos é o que li nesse artigo que me chamou a atenção.

Eles apontam várias razões para isso. Entre os muito ricos há uma preferência por cozinhas onde os chefs contratados possam cozinhar com mais privacidade. E alguns muito ricos querem duas cozinhas, uma mais gormet e outra mais fechada e usada por funcionários!

Mas para os clientes com bolsos mais próximos da realidade da maioria das pessoas, e com cozinhas pequenas ou muito pequenas, são apontadas algumas vantagens para o fechamento:

É mais saudável: Se não vemos o ambiente da cozinha, não pensamos tanto em comida. Será? 

A qualidade do ar é melhor: E aqui vou colocar o que li no artigo, dito por um engenheiro Robert Bean
Como não existem normas de proteção ambiental que regem cozinhas residenciais, seus pulmões, pele e sistema digestivo se tornaram o filtro de fato por um souflé de monóxido de carbono, dióxido de azoto, formaldeídos, compostos orgânicos voláteis, hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, partículas finas finas, e outros poluentes associados com a preparação da refeição. 
Nossa! Isso parece um bom argumento para que tudo isso não se espalhe pelo resto da casa. E pensar que a nossa preocupação era com as frituras e com os odores...

Exaustores que não funcionam a contento. Nas ilhas em que o exaustor está sobre o fogão há alguns que dizem que não são tão eficientes.

Enfim, será que estamos vendo mudanças na preferência do público ou mais uma moda que não será duradoura? A conferir. O que acham?

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Cozinhas abertas

Cozinhas fechadas estão voltando?

Cozinha
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