Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Papos de Snap - Filosofia e desenho na arquitetura

Já falei para vocês que ando me aventurando no snapchat. Uma para tirar o meu receio de gravar vídeos. Sou daquelas pessoas que funcionam melhor escrevendo que falando. E definitivamente me sinto mais à vontade dirigindo que na frente nas câmeras. Mas como o snap é tipo jogo rápido, sem muita produção, ando dando uns pitacos por lá. 

Resolvi então salvar alguns e mandar para meu canal do you tube porque acho que valem o debate. O papo de snap que começo hoje fala de dois assuntos que me instigam no afazer arquitetônico.

O primeiro é baseado em uma dica de livro que dei hoje por lá: Filosofia e Arquitetura. E mais uma vez repiso aqui a minha visão de que a Filosofia é uma matéria fundamental na formação de qualquer pessoa. E como profissional de arquitetura mais ainda. É fundamental que as ciências, e a arquitetura o é, seja dominada em suas técnicas. Para isso existe a formação acadêmica. Mas a técnica nada é sem o questionamento do para quê. Do por quê. Do para quem. De todos os questionamentos que fortalecem o conceito de uma obra e que a fazem coerente com a visão do profissional que a concebe.

O segundo deriva do primeiro e é resultado também da análise dos snaps que tenho acompanhado de alguns colegas e dos intensos debates em redes sociais sobre a representação gráfica na arquitetura. Nos snaps tenho notado que muitos jovens arquitetos têm valorizado o desenho a mão para a apresentação ao cliente. Achei deveras interessante. Eu não o uso mais. Acho que me acostumei a gerar as soluções em 3D para uma melhor visualização. Cada um com o seu processo. 

Mas seja a mão ou em meios digitais, tenho claro que a representação gráfica é sempre uma ferramenta. Importante ferramenta, mas não acima do projeto. E não, o projeto não é apenas planta, por mais bonita que seja feita. Assim como não é uma maquete. Projeto é um conjunto de soluções que estão expressos em desenhos e/ou maquetes. 

E vocês? O que acham? Venham me acompanhar nos meus papos de snap também ( arqsteinleitao) e deixem nos comentários os seus snaps para que eu possa segui-los também.



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