Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Papos de Snap - Filosofia e desenho na arquitetura

Já falei para vocês que ando me aventurando no snapchat. Uma para tirar o meu receio de gravar vídeos. Sou daquelas pessoas que funcionam melhor escrevendo que falando. E definitivamente me sinto mais à vontade dirigindo que na frente nas câmeras. Mas como o snap é tipo jogo rápido, sem muita produção, ando dando uns pitacos por lá. 

Resolvi então salvar alguns e mandar para meu canal do you tube porque acho que valem o debate. O papo de snap que começo hoje fala de dois assuntos que me instigam no afazer arquitetônico.

O primeiro é baseado em uma dica de livro que dei hoje por lá: Filosofia e Arquitetura. E mais uma vez repiso aqui a minha visão de que a Filosofia é uma matéria fundamental na formação de qualquer pessoa. E como profissional de arquitetura mais ainda. É fundamental que as ciências, e a arquitetura o é, seja dominada em suas técnicas. Para isso existe a formação acadêmica. Mas a técnica nada é sem o questionamento do para quê. Do por quê. Do para quem. De todos os questionamentos que fortalecem o conceito de uma obra e que a fazem coerente com a visão do profissional que a concebe.

O segundo deriva do primeiro e é resultado também da análise dos snaps que tenho acompanhado de alguns colegas e dos intensos debates em redes sociais sobre a representação gráfica na arquitetura. Nos snaps tenho notado que muitos jovens arquitetos têm valorizado o desenho a mão para a apresentação ao cliente. Achei deveras interessante. Eu não o uso mais. Acho que me acostumei a gerar as soluções em 3D para uma melhor visualização. Cada um com o seu processo. 

Mas seja a mão ou em meios digitais, tenho claro que a representação gráfica é sempre uma ferramenta. Importante ferramenta, mas não acima do projeto. E não, o projeto não é apenas planta, por mais bonita que seja feita. Assim como não é uma maquete. Projeto é um conjunto de soluções que estão expressos em desenhos e/ou maquetes. 

E vocês? O que acham? Venham me acompanhar nos meus papos de snap também ( arqsteinleitao) e deixem nos comentários os seus snaps para que eu possa segui-los também.



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