Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Projeto para ensinar crianças a plantar seu alimento

Uma pré escola onde as crianças podem vivenciar o aprendizado de teoria e prática de hortas urbanas. Adorei essa proposta que vi na Inhabitat. A equipe de Edoardo Capuzzo Dolceta venceu um concurso com esse projeto que se baseou em três premissas: 
  • Aprendendo com a natureza
  • Aprendendo a técnica
  • Aprendendo com a prática.
A proposta arquitetônica mescla as edificações em volumes simples que abrigam as plantações e espaço de aprendizado e se abrem às hortas na rua.

Me lembrou uma escola técnica de agricultura que visitei aqui no RS. Nada a ver em termos de projeto, mas a união da técnica e da prática era a mesma. E era muito salutar. Convivi com um dos alunos em um Projeto Rondon que participei na época da graduação e pude observar o seu conhecimento. 

Sempre tive a convicção de que a teoria e a prática tinham que se mesclar no ensino de qualquer tipo de matéria. Por exemplo, ir a campo, erguer uma parede de tijolos e ir depois à sala de aula aprender sobre o material, técnicas de uso, etc. 

Imaginem então uma pré escola, onde as crianças, desde pequenas, tenham esse cuidado de conhecer a natureza, aprender a semear de verdade e não apenas com sementes de feijão em algodão. Experimento que se torna inútil porque a gente acaba jogando fora o que brotou, em um simbolismo de desrespeito à vida que se forma.




Além de técnicas de cultivo, as crianças aprendem a conviver com animais e a interagir com fontes de energia mais sustentáveis com as turbinas eólicas e painéis solares que constam do projeto.

Ensinar as crianças o convívio saudável pode, não apenas torná-las mais sábias em fabricar seu alimento, mas estabelecer entre elas e a natureza uma relação de respeito e harmonia. 




Fonte - Inhabitat
Projeto - Edoardo Capuzzo Dolceta

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Comentários

  1. Muito legal a criança aprender fazendo. Fiz o projeto Rondon, e tive a sorte de vivenciar a criança e o adulto tb aprender fazendo, e hj tenho consciência do quanto aprendi com essas pessoas, que conheci, alguns convivi nesse projeto, nesse caminhar, hj ex professora

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  2. Lenimar,
    Também fiz o Projeto Rondon Regional e aprendi muito com ele. Deve ter sido muito interessante a tua experiência, sou muito fã do ensino que conjuga teoria e prática. Obrigada pelo comentário,
    Abraços
    Elenara

    ResponderExcluir

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