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Como Smartphones e tablets influenciam os espaços hoje

Os espaços das casas da gente vão mudando de acordo com o estilo de vida. Passamos de grandes e compartimentados ambientes para pequenos e cada vez mais divididos apertamentos. De tanto viver enclausurados acabamos por comprar esses diminutos apartamentos e derrubar paredes. Surgiram cozinhas americanas, quartos se uniram às salas. E se houvesse viabilidade técnica, a vontade era que esses espaços se tornassem lofts

E quando parecia que tudo seria feito em conjunto, uma espécie de grande oca para cada família, eis que o uso super disseminado de smartphones e tablets parece trazer novas tendências: uma maior fragmentação. O que especialistas britânicos chamam de "broken plans".
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Seria a volta da compartimentação?

Nem tanto. Nem tanto ao mar, nem tanto a terra. As pessoas querem espaços mais tranquilos, querem espaços onde possam estar a sós, querem espaços que tenham flexibilidade para mudanças. Querem poder ver programas on demand, navegar e/ou trabalhar. Cada um em um espaço e que seja tranquilo. E isso está levando a que os espaços abertos, tão em voga, comecem a se fragmentar. 
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Calma!! Não é preciso levantar paredes indiscriminadamente. Há se que pensar espaços mais fluídos, espaços que se transformem, espaços que garantam privacidade sem perder a união. Há várias ideias para dividir espaços sem usar paredes sólidas.

E um dado que considerei maravilhoso ressaltado por Suzanne Imre, editora da revista LivingEtc ,que tem notado mais casas com bibliotecas:
"Estamos vendo um retorno quase vitoriana para o prazer de um 'melhor quarto." (Fonte)
Isso me lembrou bastante os espaços que coloquei há pouco: os cantos de leitura. Interessante que fui em busca do que seriam hoje essa tendência de "broken plans" e as fotos me preocuparam um pouco porque muitos desses espaços são plenos de diferenças de planos. Ou em português mais correto - escadas e barreiras arquitetônicas. Recurso aliás que esteve muito em moda nos anos 70. São lindos arquitetonicamente. Mas com a crescente prolongamento da expectativa de vida, as casas deveriam se preocupar também cada vez mais com a acessibilidade.
 
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O que as tendências parecem apontar é que há um desejo de volta à privacidade. Os dias de trabalhar na mesa de jantar parecem estar com os dias contados. As pessoas querem ter o seu espaço, querem que ele seja maravilhoso e querem isso agora. 
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Será? O que acham? O uso dos smartphones e tablets mudou alguma coisa em sua vida e na sua relação com o espaço?

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