Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Sinalizando informações

Sinalizar. Mostrar de maneira rápida e direta uma informação. Pode ser um número de casa, um andar, uma direção.

Dentro da Arquitetura há várias maneiras de assinalar e fazer com que as pessoas que circulam pelos espaços não apenas se orientem, mas o façam de uma maneira bonita, criativa e funcional.

Separei alguns exemplos de sinalizações bem interessantes.



Fazendo parte dos revestimentos. Um excelente exemplo está na foto acima. A mensagem é mostrada em relevo. E ao mesmo tempo em que se mescla à parede, se distingue de maneira bem marcante.


Uma sinalização de números usando materiais rústicos e inusitados. Uma das chaves da criatividade é pensar o uso de algo de outra maneira. Me parece uma alegoria bacana e fico imaginando quase que um aproveitamento de material de obra ao usar pregos e madeira bruta.


Outros uso interessante em que a sombra marca. Recurso aliás muito usado na Arquitetura de variadas maneiras. Aqui de forma simples e eficaz.


Uma pegada verde se consegue usando paredes verdes (ou mesmo grama artificial). Há vários exemplos. Gostei como usaram os contrastes no caso acima. Gerou um efeito dinâmico.


Marcar parques, ruas e outros espaços urbanos é fundamental. Fazê-lo de maneira mais criativa é escolha dos administradores. E assim, podem unir informação com inovação em linguagem.


Ambientes infantis e escolares não precisam ser caretas. Aliás não devem ser.


A maneira como pensamos a sinalização já fala por si. Transmite mais que a informação imediata. Lança ideias de posturas.


Termino esses exemplos com a ideia da alegria, da cor, do uso da sinalização não como algo que se pense como apêndice. E sim como uma marca de projeto.


Veja a origem das fotos e mais exemplos no https://br.pinterest.com/arqsteinleitao/signage/


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