Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Lixo urbano vira pavilhão em festival de ideias

Um festival para gerar ideias para uma metrópole, o IDEAS CITY, trouxe propostas de revitalização e reflexão para Nova Iorque. Uma desta propostas foi este pavilhão feito de lixo urbano, um belo exemplo de upcycling.
"É uma cidade igual a um sonho: tudo o que pode ser imaginado pode ser sonhado, mas mesmo o mais inesperado dos sonhos é um quebra-cabeça que esconde um desejo, ou então o seu oposto, um medo. As cidades, como os sonhos, são construídas por desejos e medos, ainda que o fio condutor de seu discurso seja secreto, que as suas regras sejam absurdas (...). De uma cidade, não aproveitamos as suas sete ou setenta e sete muralhas, mas a resposta que dá às nossas perguntas políticas".
Italo Calvino
 


Uma proposta da equipe técnica da ETH Zurich University que revitalizou uma passagem estreita entre dois edifícios da cidade, no East Village, usando painéis impermeáveis feitos com embalagens de bebidas descartadas. 

A forma utilizada foi o arco que é resistente estruturalmente. Este arco, além de aproveitar um resíduo que iria parar nos aterros sanitários, mostrou um novo uso aos painéis que são usados normalmente para revestimentos internos. Eles foram unidos com correias em vez de usar materiais não recicláveis. Como base para apoio do arco foram usados paletes de madeira.
Segundo os projetistas, a sua ideia era mostrar que "os resíduos poderia ser vistos como um recurso que ajudasse a construir ou configurar nossas novas cidades".
 
O pavilhão serviu para apresentar outros materiais de construção gerados a partir do lixo.    



Fonte
Fotografia:  Albert Vecerka / Esto


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