Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Construção com terra e técnicos locais resgata tradição no Japão


O resgate de um trabalho de mestres carpinteiros das 
Ilhas Shiwaku resultou neste trabalho que fez parte da Trienal de Setouchi 2013

Essa técnica de construção da ilha teve origem com os carpinteiros navais e foi levada posteriormente à construção de casas. Mas a medida em que esse tipo de trabalho foi sendo deixado de lado e os mestres iam envelhecendo e se aposentando, corria-se o risco de perder essa memória. Foi assim que o arquiteto iniciou o trabalho de resgate e preservação da técnica dos carpinteiros há duas décadas atrás, já imaginando como usar essa tecnologia em algum trabalho seu. E mantém também uma escola de carpintaria Shiaku com crianças locais. 

Num dos desastres naturais da região, tiveram a oportunidade de testar um material que não é muito comum na região: a construção com terra. Bastante comum no Brasil,  onde o adobe serviu para a construção de várias edificações, o uso da técnica de taipa de pilão parece ter sido trazida da China quando a ilha de Honjima mantinha contatos com o continente. Na ilha sem muitas opções de material de construção usou-se o método "Hanchiku" que mistura cal e terra do mar. 

Foi acima de tudo um trabalho cooperativo que reuniu cerca de 300 pessoas socando a terra com a união de poucos mestres carpinteiros, mais a equipe do arquiteto. O resultado pode ser visto nas fotos abaixo. Tanto interna como externamente podemos ver uma edificação com personalidade ao mesmo tempo que preserva a cultura local. 






Fonte

Arquitetura  http://koshiki.ne

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