MG08 habitação flexível

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Habitar uma casa movimenta uma série de sonhos e emoções. Possuir uma casa evoca ancestrais desejos de segurança. Mas nem sempre as necessidades permanecem as mesmas. As situações de fora e de dentro se modificam e pedem espaços que sejam flexíveis. A Maria Guerrero, também conhecida como MG08 em Madri, projetada pelo Studio Burr , foi pensada para ser uma habitação que possa ser transformada de acordo com essas novas necessidades dos moradores.   María Guerrero é uma casa que nasceu dividida em duas. Para poderem arcar com os custos de aquisição e construção, os habitantes deste empreendimento iniciam a sua vida neste espaço ocupando metade da casa e alugando a outra metade como habitação independente. Apesar da narrativa interessante, me pareceu muito com essas casas geminadas onde se coloca uma parede no meio, que pode ser removível se houver interesse em unir os espaços. Algo que já vem sendo usado e que, com um nome interessante, chama mais a atenção.  Segundo o site dos arquiteto

Construção com terra e técnicos locais resgata tradição no Japão


O resgate de um trabalho de mestres carpinteiros das 
Ilhas Shiwaku resultou neste trabalho que fez parte da Trienal de Setouchi 2013

Essa técnica de construção da ilha teve origem com os carpinteiros navais e foi levada posteriormente à construção de casas. Mas a medida em que esse tipo de trabalho foi sendo deixado de lado e os mestres iam envelhecendo e se aposentando, corria-se o risco de perder essa memória. Foi assim que o arquiteto iniciou o trabalho de resgate e preservação da técnica dos carpinteiros há duas décadas atrás, já imaginando como usar essa tecnologia em algum trabalho seu. E mantém também uma escola de carpintaria Shiaku com crianças locais. 

Num dos desastres naturais da região, tiveram a oportunidade de testar um material que não é muito comum na região: a construção com terra. Bastante comum no Brasil,  onde o adobe serviu para a construção de várias edificações, o uso da técnica de taipa de pilão parece ter sido trazida da China quando a ilha de Honjima mantinha contatos com o continente. Na ilha sem muitas opções de material de construção usou-se o método "Hanchiku" que mistura cal e terra do mar. 

Foi acima de tudo um trabalho cooperativo que reuniu cerca de 300 pessoas socando a terra com a união de poucos mestres carpinteiros, mais a equipe do arquiteto. O resultado pode ser visto nas fotos abaixo. Tanto interna como externamente podemos ver uma edificação com personalidade ao mesmo tempo que preserva a cultura local. 






Fonte

Arquitetura  http://koshiki.ne

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