Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Tem araucária fotovoltaica no Caminho do Gol

foto: Eduardo Bellanca
Olha aí um bom exemplo que a Univates trouxe para o Caminho do Gol em Porto Alegre. Uma estrutura em forma de araucária (árvore símbolo do sul) que é uma árvore solar fotovoltaica. Ou seja, ela transforma a energia solar em energia elétrica.  

Já tinha falado aqui em como captar energia em equipamentos urbanos e não podia deixar de ressaltar esse bom exemplo! Sim, imagine quando você está de férias ou a trabalho em algum lugar e precisa recarregar as inúmeras baterias que facilitam a nossa vida, mas que se gastam com uma enorme facilidade! E nem precisa ser em um local diferente. Quem já não precisou de uma tomada em algum lugar público ou privado, e muitas vezes não conseguiu? Agora imagine fazer isso em uma praça, com a luz solar que é de graça e limpa?

Pois é o que esse tipo de equipamento permite. Além disso também pode ser usado como ponto de iluminação e de acesso a wireless. E pode também recarregar veículo elétrico que é usado aqui em Porto Alegre nesse período de Copa.   

Segundo o Professor Odorico Konrad (coordenador do Laboratório de Biorreatores da Univates) duas baterias na parte interna da "árvore" armazenam a energia gerada de 520W, conseguidas com oito placas fotovoltaicas de 50W cada e quatro de 30W.

Até o fim da Copa a estrutura fica na Praça Isabel, a Católica, na Av. Borges de Medeiros. Após vai para o campus da Univates. Oxalá possa ser usada em mais locais públicos e mais e mais iniciativas como essa se façam presentes em nossas cidades, carentes de equipamentos urbanos que facilitem a vida das pessoas. Na minha humilde opinião, uma boa iniciativa para empresas que teriam suas marcas ligadas à energia limpa e geradora de facilidades para a população. 
foto: Eduardo Bellanca

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