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Eu gosto quando você se vai

Melancólica acordei hoje. Noite mal dormida. Noites em série mal dormidas. Um aperto no peito. E eis que zapeando pelas webs da vida encontrei esse vídeo que me faz sentir uma ternura tão grande! Ele é simples, não tem aparatos tecnológicos, não tem efeitos especiais. Tem delicadeza. Talvez esteja sentindo falta dela em minha vida. É sobre uma música. 

Please come back to me darling
I get restless when you’re not around.
I made a noise with a frying pan but
There was no one to receive my sound

But that said, that said, i like it when you’re gone.
That said, that said, i like when you’re gone.

Took your route to the postbox even though i’m not convinced its the best way.
Had a nap under some lonely tree as the sun kissed the day.

But that said, that said, i like it when you’re gone.
That said, that said, i like when you’re gone.

People talked some nonsense and i listened with blurry eyes.
It wasn’t as cool as your nonsense and it wasn’t under your skies.

But that said, that said, i like it when you’re gone.
That said, that said, i like when you’re gone.


By Tom Rosenthal

I Like It When You're Gone from Rosanna Wan on Vimeo.

Nesses dias de tanto sectarismo e verdades insofismáveis defendidas com paixão e desespero, me pego pensando onde andará o bom senso. Já vivi bastante para saber que ideias extremadas, sejam lá de que matizes forem, não são eternas. E não, a história não acabou. Ela é feita dia a dia, pelas nossas escolhas, pelos nossos atos. E até mais pelos nossos atos que pelas nossas palavras.

Aprender a deixar sair. Dar liberdade para que as pessoas cresçam pelos seus caminhos. Aprender a respeitar a diversidade do outro. Sua maneira única de ver a verdade. A dele, não a nossa. Não impor, não julgar, no máximo talvez selecionar. Ou não. 

E se alguém se vai, em busca de sua vida, de seu sonho, de sua necessidade ali e agora, que bom para ele/ela. Aprender a deixar sair. 

E aprender que a melancolia é sempre uma forma de adeus revestida de tristeza e aceitação.
   

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