Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Acessibilidade REAL - Hotelaria com sensibilidade

Tornar a arquitetura e os ambientes um local para todos é mais que importante, é garantir autonomia para todas as pessoas. É um tema que tem que ser visto com sensibilidade, entendendo que para seu perfeito funcionamento tem proporcionar um conjunto de facilidades. Por isso me encantei com a proposta da Doris Azevedo  : Um programa de hotelaria com Sensibilidade

E o que seria esse programa de nome tão significativo? 

  • É a visão de uma profissional em Hotelaria que tem uma restrição nos movimentos das pernas em função da Esclerose Múltipla e sentiu por experiência própria a dificuldade dos cadeirantes na hospedagem em hotéis brasileiros. Segundo a Doris,  “Legislação e normas tem em abundância. Por isso meu principal foco é avaliar a acessibilidade do que já existe, especialmente nos apartamentos e banheiros adaptados dos hotéis e propor ajustes para a acessibilidade REAL. E quem é cadeirante, ou tem amigos e parentes cadeirantes, sabe o quanto é difícil achar locais realmente adaptados que permitam autonomia às pessoas. Poder viajar sós, poder se locomover sós, poder usar uma pia, um telefone público sós, sem ter que pedir o auxilio de alguém. Promover a inclusão é também promover a autonomia. Por isso a importância da visão do cadeirante de como devem ser os espaços.
Doris Azevedo mostrando as dificuldades ao usar um telefone em um local não adaptado
  • Foi com esse conceito que foi desenvolvido o programa de Hospitalidade Inclusiva, que além da avaliação dos espaços em termos de acessibilidade real e não apenas teórica, faz um trabalho de sensibilização das equipes para o conceito de hotelaria inclusiva, através de palestras e treinamentos. Não podemos esquecer que não basta dotar de espaços físicos, é preciso que os profissionais dos hotéis estejam preparados e aptos a tratar bem todos os hospedes e todas as situações. 



Quem é a Doris Azevedo

Profissional formada em Hotelaria, Coach em Comportamento junto a grandes empresas do país, comentarista de Tvs, jornais e revistas, autora do livro Etiqueta e Contraetiqueta

Deixem eu contar como conheci a Doris. Foi em um grupo que participo no Face, criado por ela, que reúne Mulheres Maravilhosas (e eu aqui me incluo, rsss). AQUI falo do dia em que a "desvirtualizei". Pela internet eu já tinha aprendido a conhecer uma mulher fantástica, de super alto astral,cheia de pique e com um imenso potencial. E com uma sensibilidade e carinho de estar sempre presente com uma palavra de carinho, sempre conseguindo tempo para as pessoas em sua agenda movimentada. Por isso já imagino o carinho e competência com que ela faz o seu trabalho. Tomara mais e mais empresários do ramo de turismo se conscientizem da importância de dotar seus espaços de acessibilidade real. E com muita sensibilidade.
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