A cidade também envelhece. E a casa, às vezes, envelhece antes de nós

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Como arquiteta, tenho uma certa implicância com a ideia de que minha profissão seja apontada como algo que começa, e as vezes termina, essencialmente na estética. Talvez porque, depois de tantos anos de prática, trabalhando com espaços internos e externos, e as pessoas que ali vivem e circulam, tenha ficado cada vez mais evidente para mim que uma porta, uma escada, uma calçada ou uma janela podem interferir muito mais na vida de alguém do que aquilo que aparece nas fotografias dos projetos. Quando falamos de envelhecimento, isso fica ainda mais evidente. A realidade nos mostra que o Brasil está envelhecendo rapidamente. Aquela pirâmide etária que aprendemos a desenhar nos livros de geografia já não representa o país que temos. E ainda estamos tentando entender o que isso significa para as nossas casas, para as nossas cidades e para o sistema de saúde. Eu costumo pensar que há uma pergunta simples por trás de tudo isso: onde queremos envelhecer? A resposta da maioria das p...

Acessibilidade REAL - Hotelaria com sensibilidade

Tornar a arquitetura e os ambientes um local para todos é mais que importante, é garantir autonomia para todas as pessoas. É um tema que tem que ser visto com sensibilidade, entendendo que para seu perfeito funcionamento tem proporcionar um conjunto de facilidades. Por isso me encantei com a proposta da Doris Azevedo  : Um programa de hotelaria com Sensibilidade

E o que seria esse programa de nome tão significativo? 

  • É a visão de uma profissional em Hotelaria que tem uma restrição nos movimentos das pernas em função da Esclerose Múltipla e sentiu por experiência própria a dificuldade dos cadeirantes na hospedagem em hotéis brasileiros. Segundo a Doris,  “Legislação e normas tem em abundância. Por isso meu principal foco é avaliar a acessibilidade do que já existe, especialmente nos apartamentos e banheiros adaptados dos hotéis e propor ajustes para a acessibilidade REAL. E quem é cadeirante, ou tem amigos e parentes cadeirantes, sabe o quanto é difícil achar locais realmente adaptados que permitam autonomia às pessoas. Poder viajar sós, poder se locomover sós, poder usar uma pia, um telefone público sós, sem ter que pedir o auxilio de alguém. Promover a inclusão é também promover a autonomia. Por isso a importância da visão do cadeirante de como devem ser os espaços.
Doris Azevedo mostrando as dificuldades ao usar um telefone em um local não adaptado
  • Foi com esse conceito que foi desenvolvido o programa de Hospitalidade Inclusiva, que além da avaliação dos espaços em termos de acessibilidade real e não apenas teórica, faz um trabalho de sensibilização das equipes para o conceito de hotelaria inclusiva, através de palestras e treinamentos. Não podemos esquecer que não basta dotar de espaços físicos, é preciso que os profissionais dos hotéis estejam preparados e aptos a tratar bem todos os hospedes e todas as situações. 



Quem é a Doris Azevedo

Profissional formada em Hotelaria, Coach em Comportamento junto a grandes empresas do país, comentarista de Tvs, jornais e revistas, autora do livro Etiqueta e Contraetiqueta

Deixem eu contar como conheci a Doris. Foi em um grupo que participo no Face, criado por ela, que reúne Mulheres Maravilhosas (e eu aqui me incluo, rsss). AQUI falo do dia em que a "desvirtualizei". Pela internet eu já tinha aprendido a conhecer uma mulher fantástica, de super alto astral,cheia de pique e com um imenso potencial. E com uma sensibilidade e carinho de estar sempre presente com uma palavra de carinho, sempre conseguindo tempo para as pessoas em sua agenda movimentada. Por isso já imagino o carinho e competência com que ela faz o seu trabalho. Tomara mais e mais empresários do ramo de turismo se conscientizem da importância de dotar seus espaços de acessibilidade real. E com muita sensibilidade.
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