Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

Imagem
Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Acessibilidade REAL - Hotelaria com sensibilidade

Tornar a arquitetura e os ambientes um local para todos é mais que importante, é garantir autonomia para todas as pessoas. É um tema que tem que ser visto com sensibilidade, entendendo que para seu perfeito funcionamento tem proporcionar um conjunto de facilidades. Por isso me encantei com a proposta da Doris Azevedo  : Um programa de hotelaria com Sensibilidade

E o que seria esse programa de nome tão significativo? 

  • É a visão de uma profissional em Hotelaria que tem uma restrição nos movimentos das pernas em função da Esclerose Múltipla e sentiu por experiência própria a dificuldade dos cadeirantes na hospedagem em hotéis brasileiros. Segundo a Doris,  “Legislação e normas tem em abundância. Por isso meu principal foco é avaliar a acessibilidade do que já existe, especialmente nos apartamentos e banheiros adaptados dos hotéis e propor ajustes para a acessibilidade REAL. E quem é cadeirante, ou tem amigos e parentes cadeirantes, sabe o quanto é difícil achar locais realmente adaptados que permitam autonomia às pessoas. Poder viajar sós, poder se locomover sós, poder usar uma pia, um telefone público sós, sem ter que pedir o auxilio de alguém. Promover a inclusão é também promover a autonomia. Por isso a importância da visão do cadeirante de como devem ser os espaços.
Doris Azevedo mostrando as dificuldades ao usar um telefone em um local não adaptado
  • Foi com esse conceito que foi desenvolvido o programa de Hospitalidade Inclusiva, que além da avaliação dos espaços em termos de acessibilidade real e não apenas teórica, faz um trabalho de sensibilização das equipes para o conceito de hotelaria inclusiva, através de palestras e treinamentos. Não podemos esquecer que não basta dotar de espaços físicos, é preciso que os profissionais dos hotéis estejam preparados e aptos a tratar bem todos os hospedes e todas as situações. 



Quem é a Doris Azevedo

Profissional formada em Hotelaria, Coach em Comportamento junto a grandes empresas do país, comentarista de Tvs, jornais e revistas, autora do livro Etiqueta e Contraetiqueta

Deixem eu contar como conheci a Doris. Foi em um grupo que participo no Face, criado por ela, que reúne Mulheres Maravilhosas (e eu aqui me incluo, rsss). AQUI falo do dia em que a "desvirtualizei". Pela internet eu já tinha aprendido a conhecer uma mulher fantástica, de super alto astral,cheia de pique e com um imenso potencial. E com uma sensibilidade e carinho de estar sempre presente com uma palavra de carinho, sempre conseguindo tempo para as pessoas em sua agenda movimentada. Por isso já imagino o carinho e competência com que ela faz o seu trabalho. Tomara mais e mais empresários do ramo de turismo se conscientizem da importância de dotar seus espaços de acessibilidade real. E com muita sensibilidade.
,

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cortina verde na fachada

10 motivos para NÃO fazer arquitetura

Calungas, a representação da escala nos desenhos

Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia